Não percebo como alguém consegue colocar uma bomba para rebentar numa estação cheia de gente.
O que é que pensam quando fazem tal coisa? Em que é que pensam?
Que ligações foram cortadas no seu ser para deixarem de sentir, para deixarem de pensar?
Num cenário de guerra, num conflito acesso, acho que a consciência fica adormecida, acho que a sensibilidade fica entorpecida. Dizem que os fins justificam os meios, embora eu não concorde. Acho que num cenário de guerra, é reacção e não acção.
Mas Madrid não é um cenário de guerra!
Como pode alguém fazer tal coisa e viver a sua vida normalmente nos dias que se seguem? Como podem simplesmente esquecer as vidas que o atentado ceifou?
Uma pessoa, dez pessoas, cem pessoas, um milhar, não é a quantidade que faz a diferença, embora chame mais a atenção. Uma já era UMA demais.
Retaliação por outras guerras ou forma de luta por uma independência que cada vez tem menos razão de ser. Nenhum motivo é motivo.
”Falando sobre conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson começou uma conferência citando quatro frases:
1) "Nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, caçoa da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem a seus pais e são simplesmente maus."
2) "Não tenho mais nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível."
3) "Nosso mundo atingiu seu ponto crítico. Os filhos não ouvem mais seus pais. O fim do mundo não pode estar muito longe."
4) "Esta juventude está estragada até o fundo do coração. Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Eles jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura."
Após ter lido as quatro citações, ficou muito satisfeito com a aprovação que os espectadores davam às frases. Então, revelou a origem delas:
A primeira é de Sócrates (470-399 a.C.)
A segunda é de Hesíodo (720 a.C.)
A terceira é de um sacerdote do ano 2000 a.C.
E a quarta estava escrita em um vaso de argila descoberto nas ruínas da Babilónia e tem mais de 4000 anos de existência.”
Este texto circula pela Internet, não sei a origem nem posso provar a veracidade das afirmações. Mas uma coisa sinto que é verdade, que o conflito de gerações sempre existiu e existirá, e será quanto mais forte quanto as pessoas se mantiverem apegadas a um tempo, a um lugar, a um modo de estar na vida, a ideias, a conceitos, a preconceitos …
E este “conflito de gerações”, tantas vezes se dá intra-geração, isto é, pequenas diferenças de idades e grandes clivagens.
O conflito de gerações tem no reverso da medalha a necessidade que o indivíduo geralmente tem de pertencer a um grupo, de pertencer a algo maior que ele próprio.
Umas vezes esse grupo é identificado não pelo que é mas pelo que não é, pelas coisas com as quais não concorda, isto é, por negação e não por afirmação.
Outras vezes é identificado pelo aspecto e não pelas ideias.
Acho que nunca me inseri verdadeiramente em grupo nenhum, sempre fiz ligações transversais entre grupos.
Conflitos de gerações acho que os senti fortemente no final da adolescência mas nessa altura a vida encarregou-se de, rapidamente, me fazer parte de mais do que uma geração.

Dia internacional de luta contra a SIDA.
Pesquisa indica que 61% no Brasil acham que Aids (SIDA) não mata
07h25 - 17/11/2003 (fonte BBC, retirado do UOL)
Uma pesquisa realizada a pedido da BBC em 15 países revelou que 61% dos brasileiros entrevistados não acreditam que a Aids e o HIV possam provocar a morte.
O Brasil foi o país que mostrou maior ignorância das conseqüências da Aids para o ser humano, de acordo com a pesquisa, apesar de terem morrido 8,4 mil brasileiros em consequência da Aids em 2001, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). No México, 31% dos entrevistados disseram duvidar de que a doença seja fatal e, nos Estados Unidos, esse número foi de apenas 2%.
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leia toda pesquisa no site www.sexologia.com.br
V E R
A vida
As pessoas
As formas
É um detalhe
Mas...
V I V E R
De bem com A vida
Amando As pessoas
De todas As formas
É um detalhe que faz toda a diferença!
Um pps (Download file) que eu achei muito fixe.
Existe uma grande diferença entre ver e viver, entre olhar e participar.
E muitas vezes deixamo-nos ficar pela comodidade de sermos espectadores da nossa própria vida.
Your past life diagnosis:
I don't know how you feel about it, but you were female in your last earthly incarnation. You were born somewhere in the territory of modern Oceania around the year 1150. Your profession was that of a teacher, mathematician or geologist.
Your brief psychological profile in your past life:
Such people are always involved with all new. You have always loved changes, especially in art, music, cooking.
The lesson that your last past life brought to your present incarnation:
Your lesson is to learn discretion and moderation and then to teach others to do the same. Your life will be happier if you help those who lack reasoning.
Do you remember now?
Façam o teste aqui e não se espantem com os resultados … nem o autor acredita neles.
“Numa estação de rádio canadiana, dão um prémio de 1000 a 5000 dólares à pessoa que contar um facto verdadeiro e que tenha ocasionado um verdadeiro embaraço, daqueles que nos fazem apetecer enfiar-nos pelo "chão abaixo". Esta história recebeu o prémio máximo ou seja, 5.000 dólares.
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"Tinha consulta no ginecologista marcada para essa semana mas tinham ficado de me avisar o dia e a hora.
De manhã cedo, recebo um telefonema da empregada do consultório informando que a minha consulta tinha passado para esse mesmo dia de manhã às 09h30.
Tinha acabado de tratar dos pequenos almoços do meu marido e crianças e ia no momento começar a despachar-me, eram precisamente 08h45 - fiquei em pânico, não tinha um minuto a perder.
Tenho a certeza que sou igual a todas as mulheres e que temos todas muito cuidado e uma particular atenção com a nossa higiene pessoal, principalmente quando vamos ao ginecologista mas, desta vez, eu nem sequer tinha tempo de tomar um duche.
Subi as escadas a correr, tirei o pijama, agarrei um toalhete lavado e dobrado que estava em cima da borda da banheira, desdobrei-o e molhei-o passando-o depois, com todo o cuidado, pelas " partes íntimas" para ter a certeza que ficavam o mais fresco e lavado possível.
Joguei o toalhete no saco da roupa suja, vesti-me e "voei" para o consultório.
Estava na sala de espera havia uns escassos minutos quando me chamaram para fazer o exame. Como já sei o procedimento, deitei-me sem ajuda na marquesa e tentei, como sempre faço, imaginar-me muito longe dali, num lugar assim como nas Caraíbas, ou em qualquer outro lugar lindo e pelo menos a 10.000 kms daquela marquesa.
Fiquei muito surpreendida quando o meu médico me disse:
"Oh lá lá, Hoje de manhã fez um esforço suplementar mas ficou toda bonita!”
Não percebi muito bem o cumprimento, mas não respondi. Fui para casa nas calmas e o resto do dia desenrolou-se normalmente, limpei a casa, cozinhei, tive tempo de ler uma revista, etc.
Depois da escola, já acabados os seus deveres, a minha filha, de 6 anos, estava preparada para ir brincar quando gritou da casa de banho:
"Mamã! Onde é que está o meu toalhete?
Gritei de volta que tirasse um toalhete do armário.
Quando me respondeu, juro que o que me passou pela cabeça, foi desaparecer da face da terra, o comentário do médico, martelava na minha cabeça sem descanso a minha filhinha disse-me só isto:
"Não mamã, eu não quero um toalhete do armário, tenho falta é daquele que estava dobrado na borda da banheira, foi nesse que eu deixei todos os meu brilhantes e as estrelinhas prateadas e douradas!”
“A minha mãe. Inevitavelmente. Mas sobretudo agora, forçado como sou a apenas lhe escutar os olhos.”
Júlio Machado Vaz – Olhos nos olhos, historias de sexo e vida
Penso que quando os olhos conseguem comunicar, é possível ainda contornar a solidão que o declínio do corpo impõe à alma. Quando os olhos se emudecem, quando perdem o brilho e a vivacidade, quando neles deixamos de escutar os ecos das nossas palavras, então a alma ficará definitivamente prisioneira, amordaçada.
Falar, tantas vezes usado displicentemente ao longo da vida, nessa altura seria um dom precioso.
Encontrei, na net, um texto com uma comparação entre o sexo e a morte. Achei algumas das frases curiosas. Deixo aqui um extracto. (podem ver o texto completo aqui>)
“Esta é uma crónica sobre a morte, e como ela se parece com o sexo; ou uma crónica sobre o sexo, e como ele se parece com a morte. Você escolhe. (…)
Qualquer pessoa que faça sexo com o mínimo de competência perde a consciência de si mesma durante o acto. (…)E esse apagamento da consciência é justamente o que faz o sexo ser chamado de a pequena morte pela tradição oriental.
Outra coisa que aproxima o sexo da morte é que ambos são um encontro. No sexo, encontro do ser com o seu amor. Na morte, encontro do ser com o seu criador. (…)
Mas o sexo se parece mesmo com a morte é na maneira como é tratado: privadamente em segredo, publicamente com estardalhaço. (…)
A morte é foda sim, em qualquer sentido, em todas as posições do Kama Sutra. Nós é que somos virgens e não temos uma ideia muito clara do que estamos perdendo.”
Eduardo Loureiro Jr.
Não existe nada como a mudança de hora para me convencer definitivamente que o Inverno está à porta.
O corpo sentado na cadeira de rodas olhava em frente sem se deixar perturbar por nada. Não reagia a um carinho, não reagia a um som. O rosto encovado, os ombros finos, os dedos nodosos permaneciam imóveis. A pele cada vez mais definia o contorno dos ossos. Um gemido ritmado era a única indicação de que ainda ali estava. Os médicos diziam que não está a sofrer, o gemido era um hábito, era um fio de energia que ainda se mantinha. Será bom que tenham razão, que não exista sofrimento, mas nem disso temos certeza, já que palavras há muito que foram esgotadas.
O corpo mantém-se teimoso a cumprir calendário. O espírito já desistiu, ou ficou irremediavelmente amordaçado, impedido de se expressar por um corpo que não obedece.
Depois de ver isto, já não se trata de pedir que me desliguem as máquinas se algum dia delas ficar dependente para viver.
Se chegar a este estado, vegetativo, de corpo que cumpre unicamente o que a fisiologia determina, se chegar a ser corpo sem alma, por favor dêem-me uma “overdose” de qualquer coisa!
De sexo seria bom, morria pelo menos de sorriso nos lábios.
“Será por essa razão que os homens preferem os cães e as mulheres preferem os gatos?
Será que os homens preferem lidar com alguém leal e dedicado que vai estar ao seu lado para o apoiar?
Será que as mulheres preferem alguém traiçoeiro e individualista?
Será esta a razão porque as mulheres gostam de viver amores impossíveis?
Será por esta razão que as mulheres gostam dos maus da fita?
E quem disse que ser chamado de gato é elogio?
Há quem goste e quem não goste.
E será que devo sentir que estão a duvidar da minha dedicação se me chamarem de "gato"?”
Este comentário foi colocado no meu primeiro texto sobre Cães e Gatos. Como o mail deixado não era um mail válido, aqui ficam mais umas reflexões.
Cães e Gatos, Homens e Mulheres, Arquitectos e Engenheiros … e mais alguns que se possam lembrar, protagonizam rivalidades nas histórias e anedotas que passam por aí e deixam imagem vincadas nas pessoas e nas mentalidades.
Em parte das vezes essa rivalidade, esse confronto é mais inventado que real. Tive uma gata e uma cadela que dormiam juntas e eram inseparáveis.
Não sei, como dizem no comentário, se as mulheres gostam mais de gatos e os homens de cães. Acho que nesta preferência o sexo do indivíduo será o factor menor.
E também acho que nisto do amor, de quem se gosta e de como se gosta, as diferenças de género tem tendência a ficarem bem mais esbatidas. O que era tradicionalmente uma forma masculina de estar numa relação é cada vez mais adoptada indiferentemente por ambos os sexos. E o mesmo se passa com o modo feminino.
Não serão só os homens a preferir “lidar com alguém leal e dedicado”, acho que qualquer pessoa preferirá isso a alguém “traiçoeiro e individualista”.
E também acho que ninguém busca conscientemente um “amor impossível”, pode buscar um desafio, pode nem buscar nada e simplesmente acontecer, deixar-se ir como um barco num rio e quando der por si já se encontrar em alto mar.
E o que é que caracteriza um amor impossível?
É aquele que não é correspondido? O que não pode ser concretizado? Ou simplesmente aquele que não se enquadra nos cânones da sociedade?
As generalizações são perigosas e injustas. Com razão me disseram “nem todos os gatos são assim”.
Existem gatos com os quais estabelecemos empatias que duram vidas inteiras, gatos que esperam ansiosos a nossa chegada a casa.
Existem cães que nos assustam e nos quais não conseguimos confiar.
Quando simplificamos algo estamos a reduzir âmbito, a tornar bidimensional algo que tem relevo, algo que tem nuances.
Já se deram conta que quando chamamos alguém de gato tal funciona como um elogio, mas se o chamamos de cão é tomado como um insulto?
E no entanto …
O cão é leal e o gato traiçoeiro.
O cão é dedicado e o gato individualista.
O cão nos será fiel até à morte e o gato facilmente nos esquecerá.