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agosto 30, 2006
new look
Publicado por Cainha às 01:13 AM | Comentários (0) |
agosto 29, 2006
b'day
Eu sei que è tarde, que já é amanhã, mas só agora cheguei a casa.
Acho que estou um pouco além de mim...no dia em que me viste depois de um cálice de Porto não me sentia eu tão "em cima" como agora!
Mas apeteceu-me um pouco, não desta inconsciência, mas deste soltar de amarras que um pouco de álcool permite.
Está tudo aqui, não sou diferente, e contudo deixo solto que outras vezes prendo, aprecio o que noutras alturas me inibo de fazer.
Estou mais velha, e contudo não é em dias efectivos que eu devo medir a minha idade, não é em minutos e segundos, mas em momentos, experiências, êxtases, sorrisos, beijos dados com gosto e desejo, em corpos que se fundem e se fodem, línguas que se soltam em palavras, movimentos e fluidos, em batidas descompassadas do ritmo cardíaco.
Gestos amplos ou minúsculos, abraçando o universo ou apenas descobrindo a curvinha do teu pescoço, aquele ponto em que toque de lábios sedentos faz maravilhas...
Gestos que faria…
Sono que te aproximas…
Sonho que te desejo…
Corpo que não te tenho…
Razão que já partiste…
Publicado por Cainha às 12:45 AM | Comentários (0) |
agosto 28, 2006
Sombras chinesas
Publicado por Cainha às 12:45 AM | Comentários (1) |
agosto 27, 2006
Reflections
Adorei esta foto. Um mimo :)
Publicado por Cainha às 11:44 PM | Comentários (0) |
O que fica depois da passagem do fogo
Publicado por Cainha às 11:17 PM | Comentários (0) |
A ovelha negra
Publicado por Cainha às 11:13 PM | Comentários (0) |
I cried for you
Publicado por Cainha às 12:26 AM | Comentários (0) |
agosto 26, 2006
Quanto vale aqui a chafarrica?
Seguindo duas dicas, aqui e aqui, fiqei a saber quanto vale o meu blog.
A minha questão seguinte é: Haverá alguém disposto a pagar isso por ele?
Se houver, faça o favor de se manisfestar :)
Se me garantirem que tratam dele com carinho e respeito, eu vendo.

My blog is worth $32,178.78.
How much is your blog worth?
E fiquei a saber que a versão que tenho no blogspot (putadevida.blogspot.com) ainda vale $18,065.28, nada mau!
Publicado por Cainha às 10:01 AM | Comentários (0) |
agosto 24, 2006
Água vai
É proibido lançar água á rua, de Inverno antes das 9 horas da noite, e de Verão antes das 11: quem assim mesmo o fizer será obrigado a dizer por 3 vezes – água vai – sob pena de 2:000 rs. além do prejuízo de terceiro.
1839 - Código de Posturas Municipais do Porto
Estão a imaginar o risco que era regressar tarde a casa. Depois das 11 não era necessário avisar, e em vez de água vai, água foi-se...e era uma vez um fato seco :)
Publicado por Cainha às 01:08 AM | Comentários (1) |
agosto 22, 2006
Song To The Siren
E o original...
Publicado por Cainha às 12:14 AM | Comentários (0) |
Knock me down!
Publicado por Cainha às 12:09 AM | Comentários (0) |
Ring me!
Publicado por Cainha às 12:03 AM | Comentários (0) |
agosto 20, 2006
What A Wonderful World
Publicado por Cainha às 11:51 PM | Comentários (1) |
Sobre o ofício de escrever
(…) vêem-se-lhe no rosto todas as marcas que a vida lhe foi talhando.
Escrevo marcas, e não cicatrizes, porque as cicatrizes são monumentos à dor, ao passo que as marcas de Hemingway me dizem: olha, companheiro, daqui nasce a literatura, destas marcas que são diplomas de tudo o que se viveu.
(…)
Todos os dias o saúdo, e todos os dias o Papá Hemingway me responde indicando-me que o ofício de escrever é um trabalho de artesão. Saúdo-o e digo-lhe que os seus conselhos são para mim mandamentos: “Pára de escrever só quando souberes como continua a história. Lembra-te que podem escrever-se excelentes romances com palavras de vinte dólares, mas o mérito está em escrevê-los com palavras de vinte centavos. Nunca te esqueças que o teu ofício é apenas uma parte do teu destino. Uma risca a menos não altera a pele do tigre, mas uma palavra a mais mata qualquer história. A tristeza resolve-se no bar, nunca na literatura.”
[O Papá Hemingway é visitado por um anjo
Luís Sepúlveda – Rosas de Atacama]
Publicado por Cainha às 10:15 PM | Comentários (3) |
Nuvens
Quão assombrosas são as nuvens.
Não passam de moléculas de água em suspensão e contudo conseguem alterar completamente a nossa percepção do dia, a forma como vemos a paisagem.
Ora são fundos uniformes, frios, sem profundidade, contra o qual se recortam os objectos, ora então, ganham força de estrelas e sobrepõem-se em beleza, cores, profundidade e movimento, a tudo o resto. São elas próprias paisagens irreais que gostávamos de visitar, terrenos das histórias de infância, são garantes de experiências novas quando nos imaginamos rebolando naquele algodão macio de formas arredondadas, que a luz do sol em final de tarde ilumina em contraluz e lhe oferece dimensão maior.
Publicado por Cainha às 10:01 PM | Comentários (0) |
agosto 15, 2006
"Certas coisas"
Certas coisas
não se podem deixar para depois.
Muitos poemas perdi
pensando: "depois escrevo",
"agora estou almoçando"
ou "consertando a porta".
Assim, adiei - perdi
o melhor de mim.
Certas coisas
não podem deixar para depois,
e nisto incluo; frutos no galho,
mudanças sociais,
certas coxas e bocas
e esta manhã que se esvai.
Certas coisas
não podem deixar para depois
o amor não se adia
como se adiam o imposto, a viagem, a utopia.
o desejo sabe o que quer,
detesta burocracia
Feito depois, o amor
é murcha lembrança
do que, não - sendo, seria
Certas coisas
não podem deixar para depois,
Como o amor e as pessoas,
não se pode recuperar
a poesia.
Affonso Romano de Sant'Anna
Publicado por Cainha às 01:27 PM | Comentários (2) |
agosto 14, 2006
Gato
Tão depressa está brincando, mordendo...
Como adormece com o dedo que antes mordia ainda dentro da boca...
Publicado por Cainha às 11:11 PM | Comentários (0) |
Bordado
Bordado cuidadosamente feito por lâminas de xisto perfeitamente alinhadas, colocadas nos espaços entre as pedras de granito.
Não conhecia este tipo de trabalho em pedra. O contraste entre os dois tons quentes, entre as diferentes texturas, agradou-me.
Não sei se é um "aparelho" de pedra característico da zona, ou se uma invenção de inspiração recente. Era a única casa da aldeia que o ostentava, mas também era a única casa que não se encontrava degradada ou parcialmente em ruínas. Talvez nas restantes as rachas de xisto que enchiam os espaços entre as pedras tivessem sido levadas pelo tempo, mantendo-se apenas o granito de maior porte. Talvez nas restantes tivessem usado apenas rachas de granito, algumas ainda se mantinham lá, como a provar a segunda hipótese.
[Serra de Arga - Minho]
Publicado por Cainha às 10:51 PM | Comentários (2) |
agosto 12, 2006
Despir um corpo a primeira vez.
Despir um corpo a primeira vez
é um conhecimento entre dois deuses.
Não se pode profanar o instante.
E os amantes devem manter o ritmo dos altares.
Porque, embora nesses rituais haja sempre
panos e trajes para agradar o Olimpo,
é pra nudez total que o céu nos quer quebrar.
As mãos têm que ter um compasso certo.
Um andante ou claro de Bach nos gestos,
compondo a alegria dos homens e mulheres.
As mãos, sobretudo, não podem se apressar.
Com os olhos, têm que aprender e, com a ponta
dos dedos, contemplar os acordes que irão
surgindo quando, peça por peça,
o corpo for se desvestindo ao pé do altar.
Antes de se tocar com as mãos e lábios,
na verdade, já se tocou o corpo alheio
com um distraído olhar sempre envolvente.
E ninguém toca um corpo impunemente.
Despir um corpo a primeira vez não pode ser
coisa de poeta desatento, colhendo futilmente
a flor oferta num abundante canteiro de poesia.
Nem pode ser coisa de um puro microscopista,
que olha as coisas sabiamente.
Se tem que ser de sábio olhar,
que seja do botânico, porque esse saber aflorar
em cada espécie tem de mais secreto ou distante,
o que cada espécie sabe dar.
Despir um corpo a primeira vez
é conhecer, pela primeira vez uma cidade.
E os corpos das cidades têm portas para abrir,
jardins de pousar, torres e altitudes que excitam a visitação.
Quando os corpos se tocam por acaso,
como se estivessem indo em direções diferentes,
o que ocorre é desperdício.
Não se pode tocar um corpo impunemente.
Para se tocar um corpo completa e profundamente,
num dado instante, os corpos têm que se convergir.
E convergir com uma luz diferente.
A descoberta do outro é isso, é convergência.
Despir um corpo a primeira vez
é como despir um presente, por isso não se pode
desembrulhá-lo assim, às pressas, embora a gula
nos precipite afoitos sobre a pele ofertada.
Não se pode com as mãos infantis,
descompassadas, ir rasgando invólucros,
arrebentando cordões com gula que as crianças
só têm nas confeitarias, antes da indigestão.
Um corpo é surpresa, sempre.
É o que se vê nas praias,
nessa pública ostentação, nesse exercício coletivo
de nudez negaceada, em nada tira a eufórica
contentação do ato, quando os dedos vão
desatando botões e beijos,
e rompendo as presilhas das carícias.
Despir um corpo a primeira vez
não é coisa de amador.
Só se o amador for amador da arte de amar,
porque o corpo do outro não pode ter
a sensação de perda, mas a certeza de que
algo nele se somou, que ele é um objeto
luminoso que a outros deve iluminar.
Um corpo a primeira vez, no entanto,
é frágil e pode trincar em alguma parte.
E os menos resistentes se partem,
quando aquele que os tocam
os toca apenas com cobiça e nunca
a generosa mansidão de quem veio
pela primeira vez, e sempre, para amar .
Affonso Romano de Sant'Anna
Publicado por Cainha às 01:25 PM | Comentários (2) |
agosto 09, 2006
Midsummer Midnight Rail Bridge
Espantosa esta foto!!!
Vale a pena dar uma vista de olhos pelas restantes.
É o que eu estou fazendo neste momento...
Publicado por Cainha às 12:04 AM | Comentários (1) |
agosto 06, 2006
Sol branco em céu amarelo
Publicado por Cainha às 07:37 PM | Comentários (0) |
agosto 04, 2006
Quote
The best recommendation is to never make a negative decision in the low time. Never make your most important decisions when you are in your worst moods. Wait. Be patient. The storm will pass.
Hossein Arsham
Publicado por Cainha às 11:13 PM | Comentários (0) |
agosto 02, 2006
Assim está!
As salamandras desapareceram e deram lugar a tubagens aparentes de ar condicionado. Os apoios, outrora de madeira e com um ritmo que mimetizava a caixilharia, foram substituídos por uma, igualmente (ou mais ainda), perecível estrutura metálica. Sem qualquer cuidado de uso de uma língua comum, de consonância de materiais, tonalidades ou distribuição de montantes. Ganhou um entablamento trapezoidal que provavelmente esconde uma bem mais isolada cobertura. O varandim perdeu as grossas cordas que me tanto cativavam o meu olhar. E as alterações serão provavelmente mais do que este olhar distante em dia de bruma conseguiu identificar... E contudo, não fosse a prova fotográfica, a memória tomaria um edifício pelo outro, porque o tempo passa e o que recordamos perde rigor, definição.
Publicado por Cainha às 11:58 PM | Comentários (2) |
Assim era...
Publicado por Cainha às 11:42 PM | Comentários (0) |
agosto 01, 2006
Hipérbole
Publicado por Cainha às 10:01 PM | Comentários (0) |
















