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dezembro 31, 2005

Vai, meu príncipe!

Vai, meu príncipe!
Cavalga pelos teus sonhos, sem demora
Que eu não sei se aqui fico
Ou se também eu partirei.

Esta torre, para além desta janela
De onde te lanço a trança que te guia
Tem também, do outro lado, uma porta
E fora dessa porta existe um mundo
Existem prados verdes que cativam
Campos loiros riscados pelo vento.
E mais longe, onde a vista ainda alcança
Montanhas de ténues azulados
Onde, cantando, nascem os regatos.
Existem rios, lagos e oceanos,
Pontes, casas e aldeias
Existe um mundo inteiro fora desta torre
E eu não sei se aqui fico, ou partirei!

Vai, meu príncipe!
No teu corcel feito de sonhos
Trilharás novos caminhos
Procurarás refúgio noutras torres
Outros ouvidos escutarão tuas histórias
Tuas feridas serão curadas por outros beijos
Outros olhos te acompanharão na despedida.
Nesta torre que eu acolho por morada
Outro tempo marcará os seus compassos
Novos feitos serão narrados em voz grave
Sorrisos reflectidos noutros olhares.
E com os elos da saudade que antecipo
Farei eu uma corrente, grossa e longa
Que deixarei pendurada na janela
Em memória da trança doutros tempos.

Vai, meu príncipe!
Que o tempo é de partida, é de mudança
De cortar as fitas que nos unem
Desaprender gestos, movimentos
Toques, sentidos, sentimentos.
É tempo de queimar a vida antiga
E da cinza, amassada, então fazer
Barro virgem para dele renascer.
É tempo de novos desafios
De ser e não ser ao mesmo tempo
De escutar outros risos, outros lamentos
Outras músicas, outras danças
Readquirir a inocência das crianças.

E se algum dia, meu príncipe, me encontrares
Nesta torre, nestes campos, neste mundo
Não sei se serei eu, se serás tu
Ou se outros terão tomado nossos corpos.
O tempo terá lavrado o seu caminho
Terá vincado rios fundos nas nossas faces.
A corrente da saudade na janela
Será una com a pedra da parede.
E se um dia, meu príncipe, tu voltares
E se a trança à janela ainda estiver
Lava o corpo, lava a alma, lava o tempo
Traz o sonho, a saudade e a esperança
Pega a chave que escondo nesta trança
Abre a porta desta torre isolada
Mas, meu príncipe, não subas, não
Se eu quiser …desço!

Vai!
Adeus, príncipe meu!

Publicado por Cainha às 11:59 PM | Comentários (3) |

dezembro 30, 2005

Safari

A noite cai garantindo resguardo.
A noite cai garantindo contrastes.
Contra o escuro da noite a cidade revela-se, as luzes modelam outras formas, outras imagens, outros sonhos.
De tripé e máquina parto em safari de imagens.
A calma da espera, o tempo que dá para sentir, para pensar, para respirar fundo e encher os pulmões de vida.
O frio aviva os sentidos.
O tempo e a luz fundem-se.
A máquina é uma janela que me mostra mundos diferentes, mundos que os meus olhos apenas no esforço imaginam.
A surpresa depois da espera…


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Por vezes a surpresa … surpreende-nos !!!!!!! :)








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Publicado por Cainha às 01:07 PM | Comentários (1) |

Ciência

Investigações recentes confirmam a realidade do mito.

Publicado por Cainha às 12:24 PM | Comentários (0) |

...para 2006

Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra.
William Shakespeare
(visto num artigo aqui)

Publicado por Cainha às 11:52 AM | Comentários (0) |

dezembro 26, 2005

Free Fonts


http://www.webpagepublicity.com/free-fonts.html

Para quando precisarem...

Publicado por Cainha às 04:44 PM | Comentários (1) |

Milestones

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Publicado por Cainha às 11:51 AM | Comentários (4) |

dezembro 25, 2005

#1

Viu-o enquanto desfazia a curva que a aproximava do mar…
…abrandou até parar o carro, suavemente, quase como se o acompanhasse no passeio…
…abriu a janela e disse:
Por favor, podia dar-me uma informação… Como se chega à lua?

Publicado por Cainha às 05:34 PM | Comentários (1) |

dezembro 24, 2005

bOaS fEsTaS

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“May God bless and keep you always,
May your wishes all come true,

May you grow up to be righteous,
May you grow up to be true,
May you always know the truth
And see the lights surrounding you.
May you always be courageous,
Stand upright and be strong,

May your hands always be busy,
May your feet always be swift,
May you have a strong foundation
When the winds of changes shift.
May your heart always be joyful,
May your song always be sung,
May you stay forever young”
Bob Dylan

Bom Natal

Publicado por Cainha às 09:14 PM | Comentários (3) |

dezembro 21, 2005

Para ti...

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Publicado por Cainha às 12:12 AM | Comentários (4) |

Rio de Lava

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Publicado por Cainha às 12:10 AM | Comentários (1) |

dezembro 20, 2005

Mandaram-me...

sorriso.jpg

...este sorriso por e-mail...

Publicado por Cainha às 11:54 PM | Comentários (1) |

dezembro 17, 2005

Prenda...

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...para os meninos pedirem ao Pai Natal :)
click...click,click

Publicado por Cainha às 12:32 PM | Comentários (6) |

dezembro 13, 2005

Concerto de Natal

arquicoror.jpg



13 de Dezembro de 2005 - 21:30
Concerto de Natal pelo A(r)QUICORO.
Auditório Fernando Távora – FAUP
Entrada livre

Estão convidados!


Publicado por Cainha às 09:30 PM | Comentários (5) |

dezembro 12, 2005

Definições

DANÇAR
É a frustração vertical de um desejo horizontal.

Publicado por Cainha às 03:44 PM | Comentários (0) |

dezembro 11, 2005

Molho Branco

Este blog anda demasiado morno ... aqui fica uma anedota para ver se abre alguns sorrisos

O marido chega em casa às 18h e diz à mulher que teria uma reunião às 22h, mas que ele não iria, que não era justo, que isto era um abuso.
Mas a mulher preocupada com o marido o convence que o trabalho é importante.
O marido então vai tomar um banho para se preparar e pensa: foi fácil enganá-la.
Quando o homem entra no banho ela revista o bolso de seu paletó.
Encontra um bilhete onde nele estava escrito:
" Amor, estou esperando por você para comermos um pato ao molho branco".
A mulher coloca o bilhete no lugar e quando o marido sai do banho encontra sua mulher com uma roupa sensual e toda fogosa.
O marido não perde tempo e parte para o rala e rola.
A mulher lhe dá um trato, que o marido adormece.
Quando vai chegando a hora, a mulher acorda o marido, que não quer mais ir à reunião, mas novamente ela o convence.
Ao chegar na casa da amante o marido cansado diz à amante que hoje trabalhou muito e que iria tomar
um banho e descansar um pouco.
Deixa-o entrar no banho, revista o bolso de seu paletó, e encontra um bilhete onde estava escrito:
"O pato foi, mas o molho branco ficou todo aqui em casa".

Publicado por Cainha às 03:41 PM | Comentários (1) |

dezembro 08, 2005

Ponto de fuga

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Publicado por Cainha às 07:34 PM | Comentários (3) |

Parabéns!!!!!!

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Aúuuuuuuuuu
Parabéns Quim pelos teus 60 uivos!
rsrsrsrs

Publicado por Cainha às 06:15 PM | Comentários (1) |

dezembro 04, 2005

Sobre escritas II

“No início, era uma mania escondida. Escrever era só um porto para encostar eternas comichões. Numa manhã apanhei-me a querer esvoaçar sentimentos, como direi?, desengaiolar-lhes. Depois, sim, vieram as estórias. Eram tantíssimas. Eu era uma própria estória em movimento. A minha avó sorria; ela me alimentava essa mania. E eu gostava de fazer colagens das estórias dos mais velhos – meu barro inicial.
Pus máscaras nas invenções espontâneas e atrevi-me a escrevinhar. Nesse sitio mágico – a Humanidade – , encontrei alguns simples mestres literários. Li outros como quem cumprimenta mais velhos. Aceitei-me, minha memória, meus laços. Tudo numa contínua estreia da descoberta: a literatura me era já muito sagrada.
Acompiladas salteadamente no tempo, estas estórias é que me sentenciaram: “nós somos seu primeiro livro”. Nunca mais deixámos de nos boleiar mutuamente.
Quando senti as palavras de Eduardo White acenderem-me uma deliciosa comichão, entrei em tréguas comigo mesmo: “dentro tens alguém que te procura e que acordado te faz sonhar”. Dentro é no coração. Afinal, esse “momento” chamado coração é o “aqui” mais próximo de cada um. Assim me confesso.”

Ondjaki, “Momentos de aqui”

Publicado por Cainha às 11:11 PM | Comentários (1) |

Parabéns!!!!!!!!!

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Parabéns Jacky, neste teu dia. Uma flor da Primavera para alegrar este dia cinzento de Outono.

Publicado por Cainha às 02:45 PM | Comentários (2) |

Sobre escritas I

“Para uns a literatura já não é arte – é religião. A literatura é território sagrado onde se inventa um chão e nos sentamos com os deuses. O lugar onde, também nós, somos deuses. No momento dessa relação, estamos fundando um tempo fora do tempo. E nos religamos com o universo. É isso que torna num momento divino esse pequeno delírio que é o acto de inventar.”

Mia Couto, “As Visitações de Ondjaki”

Publicado por Cainha às 02:31 PM | Comentários (2) |


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