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setembro 20, 2005
Uterino

(Leonardo Da Vinci)
A curvatura do corpo, o outro corpo que se lhe encaixa, o toque do peito nas suas costas, o braço onde repousa a cabeça, o queixo áspero que brinca em seu ombro.
O calor que os dois corpos juntos geram, o sono que enfim chega, descanso, alheamento, sentimentos que se pacificam, defesas que se recolhem, memórias que retornam.
A noite, uma noite, tantas noites.
E assim, dormem, completamente abraçados, fundidos, como num útero em que se recolhem apesar da vida que (sempre) passa lá fora.
Publicado por maria às setembro 20, 2005 12:54 PM