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junho 07, 2005

Tempo de Poesia

Todo o tempo é de poesia

Desde a névoa da manhã
à névoa do outro dia.

Desde a quentura do ventre
à frigidez da agonia

Todo o tempo é de poesia

Entre bombas que deflagram.
Corolas que se desdobram.
Corpos que em sangue soçobram.
Vidas que a amar se consagram.

Sob a cúpula sombria
das mãos que pedem vingança.
Sob o arco da aliança
da celeste alegoria.

Todo o tempo é de poesia.

Desde a arrumação ao caos
à confusão da harmonia.

António Gedeão

Publicado por maria às junho 7, 2005 12:37 AM

Comentários

os poemas que eu não conheço do Gedeão. Falha minha.

:)

Publicado por: pés descalços em junho 7, 2005 11:31 AM

Desconhecia o poema, mas gostei.
Poderá a poesia estar verdadeiramente no caos e na confusão?
Beijinhos *

Publicado por: Cakau em junho 7, 2005 12:28 PM

E viva a poesia! beijos

Publicado por: wind em junho 7, 2005 07:30 PM

Vem conhecer a poesia na boca dos intérpretes á séria como Aldina Duarte!

Parabéns pelo teu magnífico Blog e que não conhecia.

Até Breve!

Publicado por: João Maria em junho 8, 2005 03:39 AM


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