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maio 31, 2005
Vulcão
Vulcão borbulhante
Espalhando lava
Magma que vem de dentro
E é essência de outras coisas
Correntes de luz que escrevem na paisagem
Histórias que uns sabem e outros inferem
Vulcão de erupções repetidas
Insinuantes
Como feitiços
Publicado por maria às 11:30 PM |
A noite
A noite caiu lentamente como sempre faz
O ritmo do tempo é o mesmo de sempre
Novidades, nenhumas
Emoções, quem as dera
A noite estendeu lentamente o seu manto
Primeiro feito de tecidos transparentes e frescos
Que brincavam com os reflexos de um sol escondido
Depois feito de grossas e pesadas fazendas
Puídas pelo tempo e pelas traças
Deixando um rendilhado de estrelas
A noite pegou no seu manto
E num gesto largo de um braço que imagino
Cobriu a terra e depois o mar
E no mesmo gesto largo que imagino
Desenhou ventos que encapelaram o oceano
A noite é esguia, assim a sinto
Desenhada entre a luz de dois dias
Enrolada em vestes de vento
Vestes de cheiros e de sons
Tempos suspensos em sono e sonhos
A noite é sensual, assim a sinto
Quando assim me sinto
O seu hálito fresco e húmido arrepia
O seu manto roça a pele como carícia
A escuridão protege, preserva
A noite é sensual, assim a pressinto
Assim a imagino, desejo
Mas a noite é também triste
O seu manto é tecido de melancolia
Solidão, mágoas, saudades
Arrependimentos, ciúmes
Lágrimas de orvalho
Nós em gargantas
Camas vazias
Silêncio
Palavras que os lábios já não ousam proferir
Conversas de neurónios
Distância
Corpos que se esqueceram
Mapas que se perderam
Línguas que já não se falam
A noite é dúbia
O seu manto tem duas faces como capa de mágico
De um lado sedução
Do outro solidão
E nas pregas de tecido
Em cada movimento da noite
As duas faces podem-se tocar
A noite caiu lentamente
Rodopiando o seu manto
Sobre mim
Publicado por maria às 10:45 PM | Comentários (5) |
maio 28, 2005
Sábado ...
sem Café Expresso
(que esteja tudo bem contigo, Zecatelhado)
Publicado por maria às 01:23 AM | Comentários (6) |
Ou...

...seriam dois?
Publicado por maria às 12:30 AM | Comentários (2) |
Pareceu-me...

...ver um dragão escondido no meio da folhagem!
Publicado por maria às 12:13 AM | Comentários (3) |
maio 26, 2005
Banho do gato
1. Abra a tampa da sanita e coloque duas colheres de sopa de champô para animais.
2. Pegue o gato e acalme-o enquanto você o carrega para o banheiro.
3. Surpreenda o gato com um movimento rápido, e coloque-o na sanita e feche a tampa. É possível que se tenha que sentar na sanita para que o gato não a abra.
4. O gato vai agitar-se e fazer muitas ondas. Não se importe com o barulho que vem da sanita, porque o gato na verdade está gostando muito do que está acontecendo.
5. Puxe a descarga umas três ou quatro vezes. Isso faz com que haja uma lavagem completa.
6. Peça a alguém que abra a porta da casa. Também não deixe ninguém entre a casa de banho e a porta aberta.
7. Coloque-se atrás da sanita, o máximo possível, e rapidamente abra a tampa da mesma.
8. O gato irá sair correndo da sanita, voará pela casa de banho até chegar fora da casa, onde ele se secará naturalmente.
9. Tanto a sanita como o gato estarão limpinhos e cheirosos.
Sinceramente,
O Cachorro


Publicado por maria às 11:17 PM | Comentários (9) |
maio 25, 2005
Momento Decisivo

Octávio Diaz-Bérrio, Portugal (PT) - descoberta aqui
Publicado por maria às 09:21 PM | Comentários (3) |
Cálice

Luigi - Luis Fernandes, Portugal (PT) - descoberta aqui
Publicado por maria às 09:13 PM | Comentários (1) |
Romaria
E de sonho e de pó
O destino de um só
feito eu perdido em pensamento
sobre o meu cavalo
É de laço e de nó
De gibeira ou jiló
Dessa vida cumprida a sol
Sou caipira pirapora nossa
Senhora de Aparecida
Que ilumina a mina escura
e funda o trem da minha vida
Sou caipira pirapora nossa
Senhora de Aparecida
Que ilumina a mina escura
e funda o trem da minha vida
O meu pai foi peão
Minha mãe solidão
meus irmãos perderam-se na vida
a custa de aventuras
Descasei, joguei
investi, desisti
Se há sorte eu não sei nunca vi.
Sou caipira pirapora nossa
Senhora de Aparecida
Que ilumina a mina escura
e funda o trem da minha vida
Sou caipira pirapora nossa
Senhora de Aparecida
Que ilumina a mina escura
e funda o trem da minha vida
Me disseram porém
que eu viesse aqui
pra pedir em romaria e prece
Paz nos desaventos
Como não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar, meu olhar
Sou caipira pirapora nossa
Senhora de Aparecida
Que ilumina a mina escura
e funda o trem da minha vida
Sou caipira pirapora nossa
Senhora de Aparecida
Que ilumina a mina escura
e funda o trem da minha vida
Publicado por maria às 07:47 PM | Comentários (2) |
Demais...
Quente demais para apanhar sol com a vidraça fechada ...
Vento demais para estar de vidraça aberta ou na varanda ...
Publicado por maria às 04:26 PM | Comentários (1) |
Malditos vírus
Agora circulam por aí uns e-mails, dizendo-se de amigos a quem perdemos o rasto e enviando-nos fotos antigas com saudações. Hoje chegou mais um, que apaguei sem dano feito ao computador (acho eu), mas que me fez exclamar:
Malditos vírus!
Porque me apetecia que não fosse vírus. Porque me apetecia que fosse verdade, que fossem notícias de algum dos muitos amigos que fui perdendo nas curvas, contracurvas ou entroncamentos da vida.
Que foi feito de vós? Onde estão agora?
Sei que é uma nostalgia sem sentido, hoje provavelmente a magia dos momentos que partilhamos estaria completamente desfeita, hoje não existiriam partilhas, caminhos diversos que necessariamente seguimos. Às vezes notícias trazidas por terceiros fazem-me regredir no tempo, recordar tempos de escola, tardes de praia, brincadeiras, discussões, conversas que nos faziam diferentes.
Nós somos como cebolas, vestidos com imensas cascas, finas e transparentes, que por si só, quase nada representam, mas que no conjunto nos garantem forma, tonalidade, textura. Para avançar em direcção ao centro, é necessário ir tirando cascas, devagar, para dar tempo às camadas inferiores de se habituarem à sua nova situação. E nessas peles que vamos perdendo enquanto avançamos pela vida, vão ficando amigos, vão ficando mundos, vão ficando vidas em possibilidade. Do que fomos deixando, por muitas camadas que tenha, por muito volume que ocupe, não conseguimos nós fazer uma nova cebola, fazer uma nova vida. São restos, não se ligam entre si, foram escolhas que se fizeram, que se assumiram, tantas vezes que se desejaram ardentemente.
Mas às vezes dá saudades dessas peles que fomos deixando, mesmo sabendo que hoje o nosso corpo não se sentiria confortável no seu interior.
Saudades de amigos …
Publicado por maria às 02:39 PM | Comentários (8) |
...
Existem dias que nos deixam de alma cheia.
Hoje foi um deles.
O espectáculo do coro correu bem, mas foi muito mais do que isso que me deixou assim, de sorriso escancarado.
Foi ver uma faculdade cheia de vida, cheia de energia, noite dentro.
Foi ver brilhos nos olhares, sorrisos, gargalhadas, convívio.
Sabe tão bem um dia assim. Obrigada :)
Publicado por maria às 12:44 AM | Comentários (2) |
maio 22, 2005
Cinema ... em cadeia
A Wind passou-me o testemunho.
1-Qual o último filme que viste no cinema?
Million Dollar Baby
2-Qual a tua sessão preferida?
Existiu uma altura em que era a da 19H00. Juntava cinema, jantar de cachorro, e ainda chegava a casa a tempo de fazer alguns trabalhos, ou preparar aulas. E a filhota, que me acompanhava, que este era um tempo de mãe e filha, não se deitava tarde. Depois mudança de casa, de percurso, de hábitos, filhota crescida, agora quase não vou ao cinema.
3-Qual o primeiro filme que te fascinou?
Não sei o nome, era pequena, 3 ou 4 anos, e levaram-me pela primeira vez ao cinema, ver um filme de desenhos animados. Lembro-me que tinha um gato, mas não era o Silvester, e sei que delirei com o filme.
4-Para que filme gostarias de te ver transportado(a)?
Agora, nenhum. MAS em miúda gostaria de ter sido transportada ou para “Os cincos” ou mais tarde para o “Fame” … ou … sou capaz de me lembrar de mais alguns. Pequenos Vagabundos, Verão Azul …
5-E já agora, qual a personagem de filme que terias gostado de conhecer um dia?
Existiram vários, mas nenhum deixou memória.
6-E que actor(actriz)/realizador(a)/argumentista/produtor(a) gostarias de convidar para jantar?
Gostaria de uma conversa pausada com o Jeremy Irons ou com o Sean Conery, ou então uma noite de sedução com George Clooney.
7-A quem vou passar isto?
A Jacky e à Manela
Publicado por maria às 11:56 PM | Comentários (2) |
Convite

Apareçam!
Faculdade de Arquitectura da U.P, junto ao Teatro do Campo Alegre e ao Planetário.
Publicado por maria às 11:56 AM | Comentários (2) |
maio 21, 2005
Meu Tempo

De nariz no ar procurando contrastes

Procurando formas, texturas e tons

Jogos de planos

Descobrindo pormenores que me passaram facilmente despercebidos.
Congelando o vento que brinca, para lhe roubar um momento

Preciso de momentos assim!
Parar, sentir, sorrir
São folhas frágeis que nascem em troncos velhos
Passeios que são reencontros
O tempo passa.
O tempo corroi, altera.
Novas camadas de ferrugem mudam as formas
Mas a roldana lá continua
Luzidia
Pelo movimento da corda do tempo.

Fevereiro 2004
Maio 2005

[Originalmente publicado aqui] [Comentários iniciais]
Publicado por Cainha às 11:55 PM | Comentários (0) |
maio 20, 2005
Muito fish!!!
Um norte-americano do Texas, morando há pouquíssimo tempo em Portugal e dominando mal o Português, faz a sua lista de compras e vai ao supermercado, para abastecer a sua despensa.
Eis o que escreveu:
* Pay she
* Mac car on
* My one easy
* All face
* Car need boy (may kilo)
* Spa get
* Her Villas
* Key jow (parm zoon)
* Cow view floor
* Pier men tom
* Better hab
* Lee moon
* Bear in gel
* Three go
No final, sai do supermercado, bate com a mão na testa e exclama:
* Food Ace ! Is key see me do too much. Put a keep are you!
(recebida por e-mail)
Publicado por maria às 11:39 AM | Comentários (8) |
maio 19, 2005
Aljubarrota
Foi o que me veio imediatamente à cabeça.
Espadas afiadas, colocadas em posição vertical, à espera que tropecemos, para por elas sermos completamente trespassados.
Palavras existem com exactamente a mesma função.
Ditas ou escritas.
Funcionam ainda melhor se o sentido de interpretação for dúbio, porque assim, são como espadas afiadas recobertas de ácido, que para além de ferirem, corroem, agridem internamente.
E a primeira reacção, se ainda somos sobreviventes, é responder exactamente da mesma forma.
Enterrar outras palavras afiadas e cortantes.
Polvilhá-las com sal.
Mas depois … de que vale?
De que vale polvilhar os campos de trincheiras e espadas?
Serão sempre cicatrizes que lá ficam.
Mesmo quando o tempo, que dizem que tudo cura mas que eu não acredito, passar, quando a terra recobrir as trincheiras, quando a vegetação esconder os traçados do que existiu, as espadas permanecerão enterradas bem no ventre da terra.
Mesmo a ferrugem, que eventualmente adquirirem, não lhes retirará o poder de ferir.
Aljubarrota foi a imagem que me ficou das palavras que encontrei.
Mas em Aljubarrota também se fundou uma nova dinastia.
Existem sempre duas faces da medalha.
Se as espadas de um lado têm lâminas, do outro têm punhos.
Punhos trabalhados, embelezados, desenhados para se adaptarem às mãos de quem as usa.
E se as palavras de um lado ferem, de outro lado agradam, conquistam.
Existem sempre os dois lados na batalha.
E existe no meio, terra de ningém.
Publicado por maria às 10:28 AM | Comentários (2) |
maio 17, 2005
Sem nexo
Apetece-me escrever, mas ao mesmo tempo o cérebro está demasiado cansado para pensar, as mãos demasiado preguiçosas para perderem a apatia com que seguravam o rosto. Os olhos, esses, reduziram a dimensão e espreitam o computador pelo meio de fiadas de pestanas e cabelos que caiem sobre o rosto.
A televisão está ligada, mas apenas me apercebo do movimento, do som de fundo, uma narrativa em inglês que nem sequer tento apanhar o sentido, apenas a música, apenas o ritmo.
As mãos encontram finalmente o caminho do teclado e demonstram mais energia do que a que lhes adivinhava. Às vezes a dificuldade está no decidir, está no primeiro movimento, no vencer as forças de atrito estático. Depois, é quase ser embalada, conduzida. Não faço planos, escrevo apenas. Sem mapas que ensinem caminhos. Sem destinos que justifiquem a existência de mapas. Sem vontade de chegar a nenhum sítio. Caminho apenas pelo caminho, escrevo apenas pela escrita, escrevo e descrevo, entranço, encadeio, faço um cordão que crochet que junta em laçadas contínuas um momento com o momento seguinte que o descreve. E mais uma laçada, mais um ponto, mais uma ligação entre os momentos.
Releio, corrijo, escrevo.
As mãos ganham novamente apatia, os olhos descansam no ecrã.
Escrevo … e apago. O caminho sem mapa às vezes perde o Norte, perde as referências e desenha, com passos de letras, linhas de nós apertados. Escrevo … e apago … e escrevo.
Regrido, releio, não corrijo, escrevo.
Sorrio, loucura esta de escrever sem planos, apenas brincando. Loucura esta de cérebro completamente cansado que delega nos dedos a responsabilidade de pensar.
Bocejo. Os olhos ficam húmidos e ainda mais encerrados.
Decido … acabo.
Boa Noite!
(Não releio… posto)
Publicado por maria às 11:54 PM | Comentários (10) |
maio 14, 2005
O papel da literatura
“- É um engano e a causa de muita decepção. Uma pessoa lê livros e espera que a vida seja igualmente cheia de interesse e intensidade. E, é claro, não é assim. Há muitos momentos monótonos nos intervalos, e esses, também são naturais. (…)”
Anais Nin – Henry & June
Com as palavras,
teço outras realidades.
Com as palavras
pinto de novas cores
as fotografias que sempre conheci esbatidas
pálidas
sem contornos definidos
Com as palavras
sinto o que já vivi
revivo, dou-lhe sentidos
encontro razões.
Com as palavras
sou bisturi de cirurgião que disseca
separa terminais nervosos
destrinça sentimentos
corta finamente os tecidos
procura na transparência
os motivos
Com as palavras
sou ainda marinheiro
que vê a terra apenas de muito longe
sem pormenores
com o encanto que a névoa lhe confere
e a sedução que a distância determina.
Com as palavras
sou outra e outra vez
eu!
O papel da literatura é múltiplo.
Se pode ser “causa de muita decepção”, quando confronta a vida dos “momentos monótonos” com narrativas cheias de encanto, intensidade, ritmo, pessoas cativantes, de tal forma que o desejo é de nos tornarmos letras, palavras, para mais facilmente poder entrar num desses mundos mágicos, pode ainda ser uma forma de retirar a cortina leve que esbate o brilho do que vivemos, ser ainda os óculos que se colocam, filtros que determinam outros contrastes, outras composições, peles que se vestem e que se fundem.
Os textos que se escrevem podem ser sorrisos, arrepios repetidos, encantamentos, outras vezes exorcização de mágoas, que nem tudo é perfeito. Os amores ficam mais fortes, a sedução ampliada, céus adquirem profundidade impensada, gaivotas carregam-nos nas suas asas, as gotas de orvalho nas flores tornam-se diamantes em bruto, o céu escuro de tempestade acentua o verde vibrante das árvores…
Nas palavras amalgamamos finamente a vida, como massa de padeiro que saciará outras fomes.
[Originalmente publicado aqui] [Comentários iniciais]
Publicado por Cainha às 11:51 PM | Comentários (2) |
Segurança!
Publicado por maria às 07:25 PM | Comentários (7) |
Random Art
Random Art - A partir de um nome é gerada uma fórmula matemática que descreve a cor de cada pixel. O resultado é uma imagem única para cada nome.

Esta é a imagem gerada para o nome deste blog, achei graça à semelhança com as tonalidades usadas na imagem do cabeçalho. Putadevida é uma escala de cinzas.
(descoberto na caixinha da Pandora)
Publicado por maria às 06:50 PM |
Splasssshhhhhh


Tony Genérico - Descoberto via Cyberartes
Publicado por maria às 05:39 PM | Comentários (3) |
maio 11, 2005
Pretende ...
... comprar uma igreja, e não sabe onde encontrar uma à venda?
Alguém pensou nessa dificuldade, pela qual todos passamos numa altura ou outra, e criou um site dedicado exclusivamente a edifícios religiosos, incluindo anúncios de vendas de igrejas e outras propriedades religiosas.
Existem para todos os gostos, estilos e tamanhos. Com ou sem ar condicionado, com ou sem cozinha ...


Publicado por maria às 11:41 PM | Comentários (6) |
maio 08, 2005
Resposta ...
O Malamack pergunta se nunca passei a ponte a pé pelo arco, e eu respondo, ainda não, o mais próximo que estive de o fazer foi quando tirei as fotos seguintes, e como estava de chuva, e eu de salto alto, achei melhor um pouco de ponderação.




Publicado por maria às 11:42 PM | Comentários (10) |
Contra-luz

Publicado por maria às 02:40 AM | Comentários (9) |
maio 07, 2005
Enganos
Os enganos são como luzes que se apagam, escurecendo o compartimento que é a vida.
Com as luzes todas acesas vemos perfeitamente os contornos dos objectos que pontuam esse espaço, reconhecemo-los, e tomamo-los apenas por aquilo que são.
Quando as luzes se vão apagando, os objectos, moldados pelas sombras, tomam outras realidades, e quantas vezes se tornam fantasmas, monstros invencíveis, extraterrestres implacáveis, tudo o que a nossa imaginação, permanentemente de criança, nos sugere.
A cada engano, uma luz se apaga, novas sombras se formam, outros sentidos se inferem.
O que vemos é um misto do que sabemos existir com o que as sombras agora modelam e revelam.
E porque as sombras vão ocultando a realidade, ficam dúvidas permanentes nas mudanças, será que a realidade se alterou a coberto da escuridão, ou serão apenas os nossos olhos, desconfiados, que assim julgam?
Os enganos são como luzes que se apagam, são como luzes que se extinguem, gastas pelos desgastes sentidos sem sentido.
E das luzes apagadas nasce a sombra, nasce o escuro, nasce o medo.
Que outros enganos nascerão destas luzes apagadas, e mais sombras e mais medos.
E no fim, quando todas as luzes enganadas se extinguirem, quando não existir mais sombra porque não existe mais luz, haverá outra sala onde entrar?
Existirão outras luzes, outros sóis, outros sonhos?
Ou apenas espelhos espalhados pelos cantos?
[Originalmente publicado aqui] [Comentários iniciais]
Publicado por Cainha às 11:48 PM | Comentários (0) |
Almoço Blogosférico
Publicado por maria às 07:39 PM | Comentários (4) |
. . . . .

Publicado por maria às 12:51 AM | Comentários (3) |
maio 06, 2005
Comentários ...
... alternativos aí em baixo.
Publicado por maria às 12:29 PM | Comentários (2) |
maio 02, 2005
Segunda

Publicado por maria às 09:27 AM | Comentários (9) |
maio 01, 2005
...

Publicado por maria às 11:19 PM | Comentários (1) |
Maio

Publicado por maria às 01:47 PM |
Domingo

Publicado por maria às 09:26 AM |
Tristeza...

Há uma tristeza latente no final de um dia, nas sombras que velozmente conquistam os espaços, na temperatura que desce tornando o ar mais pesado, nos cheiros, nos sons, na fina humidade que se deposita na pele.
Há uma tristeza latente no final de um dia, como um livro que se fecha, uma vida que se encerra, sonhos que perderam o seu tempo.
Há uma tristeza latente nas almas no final de um dia, pelo tempo decorrido, pelos destinos não cumpridos, por saber que este momento para sempre se extingue quando o sol tocar o mar.
Há uma tristeza latente em mim num final de um dia, quando sinto a pele crespada pelo frio que chega, quando comparo planos e concretizações, quando encerro o sorriso como o mar encerra o sol.
Há uma tristeza latente em tudo o que se esgota.
Há sempre uma tristeza latente, mas a alma, umas vezes embrulha-se em armaduras várias e nem se apercebe, outras vezes é de carne viva e mesmo na distância tudo se torna demasiado sensível.
Publicado por maria às 12:46 AM | Comentários (5) |