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março 31, 2005

Fetos III

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Publicado por maria às 09:26 PM | Comentários (5) |

Fetos II

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Publicado por maria às 09:25 PM |

Fetos

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Fui fotografar flores, mas fiquei surpreendida por este feto.

Publicado por maria às 09:22 PM |

Ambientes de trabalho transparentes

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Mais aqui

Publicado por maria às 02:52 PM | Comentários (5) |

Descobertas

Nestes últimos dias este blog tem sido alvo de algumas "primeiras visitas" segundo noticiam os comentários. Obrigada pela visita e voltem sempre! Esta é uma casinha que gosta de vos acolher.

Publicado por maria às 12:35 AM | Comentários (3) |

Skyline

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Publicado por maria às 12:33 AM | Comentários (5) |

Skyline

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Publicado por maria às 12:30 AM | Comentários (1) |

março 29, 2005

Em construção

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Estive a digitalizar slides antigos. Esta foto tem quase 15 anos e corresponde à fase de construção da Faculdade de Arquitectura. A imagem alterou-se bastante com a finalização da obra, e o betão sendo recoberto por reboco branco.

Publicado por maria às 10:57 PM | Comentários (5) |

Sem título ... e com sono

Boa Noite!

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Publicado por maria às 12:11 AM | Comentários (14) |

março 28, 2005

Textura em tons de fogo

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Publicado por maria às 06:48 PM | Comentários (2) |

Earth System

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Welcome to Earth System 0.03

Publicado por maria às 05:12 PM | Comentários (2) |

março 27, 2005

Que há-de ser de nós?

Já viajámos de ilhas em ilhas
já mordemos fruta ao relento
repartindo esperanças e mágoas
por tudo o que é vento

Já ansiámos corpos ausentes
como um rio anseia p´la foz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós?

Que há-de ser do mais longo beijo
que nos fez trocar de morada
dissipar-se-á como tudo em nada?

Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós

Já avivámos brasas molhadas
no caudal da lágrima vã
e flutuando, a lua nos trouxe
à luz da manhã

Reencontrámos lágrimas e riso
demos tempo ao tempo veloz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós

Que há-de ser da mais longa carta
que se abriu, peito alvoroçado
devolver-se-á: «endereço errado?»

Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós

Já enchemos praças e ruas
já invocámos dias mais justos
e as estátuas foram de carne
e de vidro os bustos

Já cantámos tantos presságios
pondo o fogo e a chuva na voz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós?

Que há-de ser da longa batalha
que nos fez partir à aventura?
que será, que foi
quanto é, quanto dura?

Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós

Letra de Sérgio Godinho
Música de Ivan Lins
Coincidências - 1983

Publicado por maria às 06:13 PM | Comentários (6) |

março 26, 2005

Metro do Porto

Algumas das futuras estações em axonometria.

Faria Guimarães

Marquês


Salgueiros


Lima


Heroísmo


Aliados


Informações sobre a proposta linha Matosinhos-Boavista.

Publicado por maria às 10:28 PM | Comentários (3) |

Caligrafia de sombra

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Publicado por maria às 08:09 PM | Comentários (4) |

Ai, Portugal, Portugal

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Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Jorge Palma

Publicado por maria às 07:22 PM | Comentários (1) |

março 24, 2005

Veinte poemas de amor y una canción desesperada

XX

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Escribir, por ejemplo: «La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos.»

El viento de la noche gira en el cielo y canta.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.

En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.

Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.

Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.

Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.

Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.

La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.

De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como ésta la tuve entre mis brazos,
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,
y éstos sean los últimos versos que yo le escribo.

Pablo Neruda

Publicado por maria às 11:02 PM | Comentários (3) |

Caminhos cruzados

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Publicado por maria às 07:25 PM | Comentários (6) |

?...?

Tenho andado com a escrita encravada. Não só aqui no blog, como facilmente se tem notado, mas em tudo o resto, tardando em responder a e-mails, atrasando relatórios, relendo textos semiescritos, corrigindo uma palavra ou outra, mas deixando o texto exactamente da mesma forma, suspenso da inspiração, da decisão, do prazer, da urgência, da vontade com força efectiva.

Tenho-me sentindo amarrada, com dificuldade em gerir o tempo, sempre saltando de afazeres em afazeres, e nunca concluindo nenhum. A cabeça cheia, mas já não de ideias, pensamentos, mas de uma sensação estranha que me faz lembrar os acordares febris de criança. Fecho os olhos e sinto que a minha cabeça cresce, cresce, sinto formas bojudas, sinto tamanho imenso, peso, matéria. Sinto a cabeça, como o corpo quando coberto por demasiada roupa pouco prática, sem mobilidade, sem elasticidade, sem domínio.

Para ser gripe, já teve tempo de se ter manifestado em sintomas mais fidedignos.

Publicado por maria às 05:12 PM | Comentários (2) |

Parabéns!!!!!

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Parabéns Pandora, pelo aniversário da tua caixinha... que ao contrário do que diz a lenda, não contém malefícios mas sim coisas boas, bonitas e belas amizades.


Jantar de aniversário, dia 2 de Abril
O jantar terá lugar no Restaurante Safari (em Moscavide - Loures, área metropolitana de Lisboa), com encontro em local a decidir no Parque das Nações.


Publicado por maria às 03:35 PM | Comentários (2) |

março 21, 2005

A máquina já está ligada ...

daqui a pouco começam a ser servidos uns cafés...bicas...cimbalinos ...

Publicado por maria às 11:57 PM | Comentários (6) |

Don't Give Up

(vinha no carro a ouvir e apeteceu-me deixar aqui)
PETER GABRIEL

in this proud land we grew up strong
we were wanted all along
I was taught to fight, taught to win
I never thought I could fail

no fight left or so it seems
I am a man whose dreams have all deserted
I've changed my face, I've changed my name
but no one wants you when you lose

don't give up
'cos you have friends
don't give up
you're not beaten yet
don't give up
I know you can make it good

though I saw it all around
never thought I could be affected
thought that we'd be the last to go
it is so strange the way things turn

drove the night toward my home
the place that I was born, on the lakeside
as daylight broke, I saw the earth
the trees had burned down to the ground

don't give up
you still have us
don't give up
we don't need much of anything
don't give up
'cause somewhere there's a place
where we belong

rest your head
you worry too much
it's going to be alright
when times get rough
you can fall back on us
don't give up
please don't give up

'got to walk out of here
I can't take anymore
going to stand on that bridge
keep my eyes down below
whatever may come
and whatever may go
that river's flowing
that river's flowing

moved on to another town
tried hard to settle down
for every job, so many men
so many men no-one needs

don't give up
'cause you have friends
don't give up
you're not the only one
don't give up
no reason to be ashamed
don't give up
you still have us
don't give up now
we're proud of who you are
don't give up
you know it's never been easy
don't give up
'cause I believe there's the a place
there's a place where we belong

Deve existir um lugar... ou um tempo... ou alguém... ou algo...
...alguma coisa da qual fazemos parte... da qual queremos fazer parte...

Publicado por maria às 11:40 PM | Comentários (2) |

março 20, 2005

Bem visto :)

Encontrei esta foto no snowgazestarkiss com a pergunta:
"Como é que se sabe que foi um homem que tirou a fotografia?"
Fartei-me de rir quando descobri a resposta.

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Publicado por maria às 03:41 PM | Comentários (6) |

março 19, 2005

Perdão

"Não se perdoa quem se ama"

Citação livre de "A Ópera do Malandro"

Publicado por maria às 08:56 PM | Comentários (2) |

março 18, 2005

Tons quentes

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Publicado por maria às 11:17 AM | Comentários (2) |

Composição

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Publicado por maria às 11:16 AM |

O longe e o perto (II)

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Publicado por maria às 10:15 AM |

março 17, 2005

O longe e o perto

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Brincando com as diferenças de planos

Publicado por maria às 11:13 PM | Comentários (3) |

A Primavera chegou...

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Publicado por maria às 11:00 AM | Comentários (3) |

Ponto de fuga

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Publicado por maria às 12:18 AM | Comentários (3) |

março 16, 2005

Perspectivas

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Publicado por maria às 12:18 PM |

Textura construída

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Publicado por maria às 12:03 AM |

março 15, 2005

Sombras fortes

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Publicado por maria às 12:12 AM | Comentários (3) |

Dois planos

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Publicado por maria às 12:10 AM | Comentários (1) |

março 14, 2005

Aguarelas ...

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...pintadas de névoa.

Publicado por maria às 11:56 PM |

Coberto...

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... com um véu de seda fina.

Publicado por maria às 11:47 PM |

Hoje...

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...estava um dia lindo!

Publicado por maria às 11:40 PM | Comentários (1) |

março 13, 2005

Esconderijo

Obrigada Encandescente!.

Publicado por maria às 06:50 PM | Comentários (1) |

Voando sobre um ninho de cucos

Este foi o layout que escolhi para o meu blog, aquando da última remodelação já lá vão alguns meses. E no browser (Internet Explorer) que eu sempre usava, independentemente dos computadores, era essa o aspecto, com ligeiras alterações de coloração pelas diferenças de monitores e placas gráficas.

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Agora, quando reinstalei completamente o software no computador, seguindo conselhos vários, optei por colocar o Mozilla Firefox. E o meu espanto foi grande quando entrei no meu blog e encontrei este layout. E imagino agora, embora não possa testar, que outros browsers ainda podem fornecer outros layouts.

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E, claro, isto está a dar-me que pensar. Sei que tenho de descobrir uma forma de colocar o layout pretendido, sem interferência do browser em que é visualizado, mas nem é essa a questão mais importante que este problema me levanta.

Acho que a questão da objectividade, do rigor e da verdade são mais importantes, não neste caso específico, mas em vários aspectos da nossa vida, e cada vez me convenço mais de que conseguimos ser facilmente enganados tomando por unívocos, rigorosos, objectivos, verdades inquestionáveis, aspectos que resultam apenas da nossa percepção dos mesmos.

Da mesma forma que o browser pega numa série de instruções escritas numa linguagem predefinida e as transforma em informação capaz de ser apreendida pelo nosso cérebro, quer sejam imagens, textos, ou outros conteúdos multimédia, o nosso corpo tem uma sequência de mecanismos idênticos. Os nossos sentidos transmitem informações que têm de ser transformadas, codificadas, para que o cérebro as possa apreender.

Já todos nós tivemos a sensação de ser enganados pelos sentidos, isto é, de o que é aparente, não o é efectivamente. Mas sentimo-nos seguros ainda, porque no conjunto dos sentidos, se um deles parece não ser fidedigno, temos sempre outros a que podemos recorrer, e ainda a ferramentas auxiliares que nos darão outras informações que os sentidos tratarão.

Mas imaginem que o problema não se passava ao nível da aquisição da informação, isto é, ao nível dos sentidos, mas se passava ao nível ou da codificação ou da transmissão da informação.

E se mais do que um erro "aleatório" estivéssemos perante um erro manipulado?

E se o "programa" que transforma o tacto, o cheiro, o sabor, a audição e a visão em impulsos eléctricos perceptíveis pelo cérebro pudesse ser alterado de forma a nos dar ideia de outra realidade?

(Não serão os sonhos um mecanismo desse tipo, apenas que a um nível mais baixo, que nos permite ainda, quando permite, fazer a distinção entre o que acontece e o que é sonhado?)

E se esse "programa" deixasse de estar dependente de impulsos externos e pudesse produzir os seus próprios impulsos, substituindo integralmente o que os sentidos nos dão?

Este tipo de pensamento leva-nos por vários caminhos, todos eles interessantes, mas que levantam sempre grandes problemas.

Já não estamos longe de tal ser possível. Já temos alguns exemplos, ainda que de amplitude reduzida, da aplicação médica, por exemplo, na ligação directa entre câmaras de vídeo e o cérebro de pacientes cegos, permitindo assim recuperar a visão.

Adivinho facilmente a utilização recreativa desta tecnologia, com realidades virtuais que não conseguem ser distinguidas do que efectivamente aconteceu.

Mas temo que esta seja a maneira mais fácil de repressão e controlo de uma população, porque retira ao indivíduo a percepção do que o rodeia.

Poderemos nós substituir integralmente a realidade, ou existirão no nosso ser mecanismos de defesa?

E claro que tudo isto levanta ainda outra série de questões.

Onde, no meio de tudo o que somos, somos efectivamente nós?
Se os sentidos podem ser reproduzidos, farão ainda parte do EU?
Se os impulsos cerebrais podem ser induzidos, controlados, será o cérebro ainda EU?
Será que existe um último reduto que não pode ser conquistado?
Será que esse reduto se chama alma?
Ou não será tudo isto uma miragem e aqueles que somos, não somos mais do que peças numa engrenagem imensa?
E aquilo que tomamos por verdade não é mais do que nos é permitido observar?
E o que eu aqui escrevi, e o que vocês desse lado lerão, será efectivamente o mesmo?

Desculpem o devaneio, mas às vezes gosto de voar fora do corpo, experimentar hipóteses que o nosso dia a dia diz infundadas, retirar os óculos do hábito, do normal, do comummente aceite e tentar ver de fora, ver de cima, ver de dentro.

(E tudo isto começou por um problema de browser)

Publicado por maria às 05:28 PM | Comentários (3) |

março 12, 2005

Sonhos

“Finalmente, possuíam tal sabedoria que conseguiam guiar o rumo dos sonhos, o único empreendimento que os homens jamais se atreveram a assumir.”

Luís Sepúlveda

Publicado por maria às 06:36 PM | Comentários (5) |

Lágrimas de chuva

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Publicado por maria às 12:22 AM | Comentários (5) |

março 11, 2005

Reacções lentas

Nos últimos tempos tenho andado com as minhas reacções virtuais muito lentas, de tal forma que muitas vezes já desisto de as tornar públicas. Mas esta, apesar de muito, muito atrasada, não quero deixar passar sem notícia.

O CAP foi o meu visitante nº 50.000 e passadas quase 3 semanas lá recebeu a prenda prometida no e-mail.

E não encontraria melhor legenda para a prenda do que as palavras dele que li depois da mesma já embrulhada, nesta coincidência de temas que às vezes nos deixa pensando.

"Não há só pontes físicas, em ferro ou pedra.
Por aqui, na blogosfera, muitas se criam. Mais químicas, por isso mais sólidas. Estas, não podem, não devem desaguar assim, secas como a nostalgia que nos entristece."

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Publicado por maria às 11:58 PM | Comentários (1) |

março 07, 2005

Breve História da Medicina

500 D.C.- Venha até aqui e coma esta raiz!

1000 D.C.- Esta raiz é uma coisa de ateu. Faça esta oração a Deus que esta no céu!

1792 D.C- Deus não está no céu. Quem reina é a razão. Venha até aqui e bebe essa poção!

1917 D.C.- Esta poção e para enganar o oprimido. Sugiro que você tome este comprimido.

1960 D.C.- Este comprimido é antigo e exótico. Chegou o momento de tomar antibiótico.

2005 D.C.- Antibiótico te deixa fraco e infeliz. Eis um novo tratamento: coma esta raiz!

Publicado por maria às 04:08 PM | Comentários (7) |

março 06, 2005

Pontos de fantasia

Falta de inspiração, completa, palavras que se vão amontoando, nunca conseguindo satisfazer-me, nunca conseguindo cativar-me, frases abandonadas antes de um ponto final, ideias que não conseguem desabrochar.
Repetição de outros estados assim áridos em que do que me faltava fiz eu texto, lamento, constatação, evidência.
Falta de inspiração que se repete com a cadência de um tambor que guia a vida, batuque sem ritmo constante, assim prefiro, que não gosto de saber o que se avizinha.
Às vezes escrever parece a procura da ponta do fio de lã num novelo, pegando em fios que se vão percorrendo com os dedos, uma volta ou duas, mas que depois se revelam má escolha, quando se enlaçam noutros, quando parece que mergulham bem fundo no novelo.
E outras vezes a escolha recai no fio certo, que se revela assim numa continuidade sem percalços.
Mas às vezes essa facilidade de desenrolar a trama também assusta, inibe, e então, lentamente, recolocamos fios entretanto tirados, refazemos o percurso, outras vezes abandonamos mesmo a tarefa, deixando de um lado, novelo meio desfeito, do outro o emaranhado de fios, não percebendo o que nos tinha atraído inicialmente.
Escritas que podem ser como fios ciosamente tricotados, tornando em trama o que singelo era, fazendo pontos entrançados, malhas abertas que nos levam sobre certas coisas, o tempo, o espaço, e tantas vezes a própria razão.
Histórias tricotadas que tornam o fio da realidade em pontos de fantasia.

Publicado por maria às 11:49 PM | Comentários (3) |

março 05, 2005

Os signos e as Lâmpadas...

Carneiro
P: Quantas pessoas do signo Carneiro são necessárias para mudar uma lâmpada?
R: Apenas uma, mas serão necessárias muitas lâmpadas.

Touro
P: Quantas pessoas do signo Touro são necessárias para mudar uma lâmpada?
R: Nenhuma, os Touros não gostam de mudar nada.

Gémeos
P: Quantas pessoas do signo Gémeos são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: Duas (é claro). Vai durar o fim-de-semana inteiro, mas quando estiver pronto a lâmpada vai fazer o serviço da casa, falar francês e ficar da cor que você quiser.

Caranguejo
P: Quantas pessoas do signo Caranguejo são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: Somente uma. Mas andará três anos a fazer terapia para o ajudar a passar pelo processo.

Leão
P: Quantas pessoas do signo Leão são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: Um Leão não troca lâmpadas, a não ser que ele segure a lâmpada e o mundo gire em torno dele.

Virgem
P: Quantas pessoas do signo Virgem são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: Vamos ver: uma para girar a lâmpada, uma para anotar quando a lâmpada queimou, e a data em que ela foi comprada, outra para decidir de quem foi a culpa da lâmpada ter sido queimada e perguntar, dez para decidir como remodelar a casa enquanto os restantes trocam a lâmpada.

Balança
P: Quantas pessoas do signo Balança são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: Bom, na realidade eu não sei. Acho que depende de quando a lâmpada foi queimada. Talvez só uma, se for uma lâmpada comum, mas talvez duas se a pessoa não souber onde encontrar uma lâmpada, ou ....

Escorpião
P: Quantas pessoas do signo Escorpião são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: Mas quem é que quer saber? Porque é que queres saber? És polícia??

Sagitário
P: Quantas pessoas do signo Sagitário são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: O sol está a brilhar, é cedo, nós temos a vida inteira pela frente, e estás preocupado em trocar uma estúpida lâmpada?

Capricórnio
P: Quantas pessoas do signo Capricórnio são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: Nenhuma. Os Capricórnios não trocam lâmpadas - a não ser que seja um negócio lucrativo.

Aquário
P: Quantas pessoas do signo Aquário são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: Vão aparecer centenas, todas competindo para ver quem será o único a trazer a luz ao mundo.

Peixes
P: Quantas pessoas do signo Peixes são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: O quê?! A luz está apagada?!

Publicado por maria às 07:04 PM | Comentários (8) |

Citação

"Os anos deixam rugas na pele, mas a perda do entusiasmo deixa rugas na alma"
Walter Burke

Publicado por maria às 07:00 PM | Comentários (2) |

março 04, 2005

Ao retardador

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Não é que os meus reflexos se tenham tornado assim lentos, lentos, que necessite de praticamente uma semana para digerir a informação e a comida, mas a verdade é que apenas hoje consigo escrever sobre o jantar de blogs em Coimbra.

Culpado(s)? Eu e a minha ideia de formatar o computador, reinstalar o software, repor a informação entretanto copiada para os outros computadores. Trabalho que ainda não está concluído e que acho que não ficará enquanto a minha filha não emitir uma ordem de despejo aos quase quatro giga de informação que eu copiei para o computador dela e que agora não tenho espaço para colocar de volta no meu.

Nem sei, se passado este tempo, vale ainda a pena falar do jantar que já se foi, do que aconteceu, se imaginar os que hão-de vir. Se tentar perceber as razões que me levam a aceitar desafios de transpor distâncias. Distâncias físicas efectivas, do espaço que separa Porto, Coimbra, Lisboa … etc. Mas também o cortar de outras distâncias, das redomas que nos protegem atrás daquilo que escrevemos, do destruir das distâncias das imagens que criamos para os outros, mas também para nós, do tempo de reacção que é encurtado drasticamente, quase anulado, porque mesmo no tempo em que se ensaia uma resposta, o rosto vai evidenciando sinais.

E se aprecio ler o que muitos escrevem, se gosto de pensar num blog como uma janela, melhor, como o fachada de um edifício que somos nós, com portas e janelas que fazem a ligação entre exterior e interior, com portas e janelas que servem como montras, controladas, daquilo que somos, percebo que aprecio muito mais quando sou convidada a entrar, quando me apercebo que por detrás dessa fachada existe uma casa onde se desenrolam vidas. E estes encontros tem sido esse convite para entrar, para conhecer, às vezes para ir ficando, outras vezes apenas para um trocar de olhares e palavras.

E quando esses encontros se vão sucedendo, já nem vemos fachadas nem casas, nem janelas nem portas, vemos apenas amigos que a distância traz e a distância leva, mas que, como com as marés, esperamos o retorno.

Atenções divididas e sempre insuficientes. Experiências de vidas que nos seduzem, alertam, fazem pensar. Sensação consciente de que não poderão ser criados, ou reforçados, laços com todos. Impossibilidade de tempo, mas acho eu, impossibilidade maior, do próprio ser de dividir amizade, carinho, atenção com muita gente. E fica muitas vezes a pena do que não é feito, do que não é experimentado, do que não é sentido.

Por isso outros encontros virão, e eu, se puder não falto. E talvez até aceite o desafio do Zeca Telhado para organizar outro no Porto, almoço, para que a conversa e o convívio se possam estender tarde e noite dentro.

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Publicado por maria às 06:36 PM | Comentários (8) |

O valor da amizade

"(...)Uma das mais importantes descobertas dos cientistas diz respeito ao peso das relações afectivas na nossa felicidade. Onde se vive, quanto se ganha e até o estado de saúde têm efeitos limitados na satisfação com a vida, quando comparados com a existência de relacionamentos pessoais fortes. Um estudo da Associação Americana de Psicologia, envolvendo 24 mil pessoas, indica que os casados têm tendência para serem mais felizes do que os solteiros. Será porque três em cada quatro casados dizem ver no companheiro o seu melhor amigo? A amizade , concluíram os investigadores, é o tipo de relação que mais contribui para a felicidade. Por isso, avisam: este deve ser o grande valor a cultivar e a preservar nas nossas vidas. O que importa realçar, já que, na voragem dos dias, as pessoas se esquecem, frequentemente, de reservar tempo para alimentar este tipo de relações e diminuem, cada vez mais, o seu círculo de amigos.(...)"

Vale a pena ler o original, bastante mais extenso do que a transcrição aqui feita.

Publicado por maria às 10:28 AM | Comentários (5) |


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