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outubro 31, 2004
Azul

Publicado por maria às 11:49 PM |
Dia das Bruxas

Publicado por maria às 01:03 PM | Comentários (4) |
Ponte sobre o Tejo

"Sonhos de progresso: uma imaginária ponte sobre o Tejo, com comboio. Era uma velha ideia em 1906."
Fonte: Ilustração Portuguesa, 1906, 2º Vol., p. 499 - retirado da História de Portugal - Sexto Volume - Círculo de Leitores.
Curioso de verificar os anos que são necessários para concretizar certos sonhos...
Publicado por maria às 12:40 PM | Comentários (2) |
outubro 29, 2004
Recordações de um outro Outono

Esta imagem foi uma das primeiras fotografias minhas colocada no blog, já lá vai quase um ano. Um outro Outono, outras o ocupações, outras preocupações, mas o mesmo encanto na cor destas folhas, nas diferentes tonalidades, na forma alongada que adquirem, sobre determinadas perspectivas.
Imagem de um Outono já mais avançado nos dias e na coloração das folhas.
Publicado por maria às 11:31 PM | Comentários (5) |
Em tons de fogo

Publicado por maria às 12:12 AM | Comentários (6) |
outubro 27, 2004
Marés-vivas

A Manuela dizia que ficava à espera das marés-vivas.
Aparentemente foi ouvida e hoje o mar invadiu a terra.
Publicado por maria às 11:21 PM | Comentários (6) |
Nova roupagem

A minha rua predilecta tem nova roupagem, colorida em tons quentes para contrariar a temperatura que desce.
Um desencontro quanto à data de uma reunião permitiu-me fugir da tirania dos horários a cumprir e passear um pouco, de máquina na mão, namorando folhas tão belas quanto flores.
E que bem me soube, porque a mudança de hábitos determinados pelo início deste ano lectivo, roubou-me os momentos que eu apelidava como a minha “qualidade de vida”, meia hora ou uma hora, passada de manhã dentro do carro olhando o mar, ouvindo rádio, lendo, escrevendo, estudando, um passeio pequeno, algumas fotografias… não era muito, e era tempo retirado ao sono, mas era a liberdade de ter um tempo só meu.
Este ano, por condicionantes próprias ou familiares, o percurso entre casa e a faculdade é feito seguido, sem possibilidade de parar e perder uns minutos que sejam para uma fotografia de neblinas, para um olhar as gaivotas, para um descansar a vista na ondulação forte do mar. E sinto-lhe a falta.
Estava eu perdida nestes pensamentos, quando passou um homem, passeio abaixo, e ainda o ouvi resmungar entre dentes: “se tem jeito, tirar fotografias a folhas…”
Pode não ter jeito, mas a liberdade de o poder fazer foi o que mais gosto me deu.



Publicado por maria às 09:46 PM | Comentários (7) |
outubro 25, 2004
Spam
Alguém sabe como evitar os comentários de spam como estes aqui? Cheios de links para site “interessantíssimos”, com oferta de viagra - que por sinal me servirá para muito, valium - como se eu não tivesse mais nada que fazer e precisasse de dormir… prozac, jogos de azar on-line - azar o meu que gramo com esta literatura de primeira qualidade, saúde feminina - pelo menos acertaram no género, sempre é melhor do que quando me oferecem ajuda para aumentar o tamanho de um pénis que não possuo.
Se alguém souber como me livro destas visitas indesejáveis, por favor, diga. Bloquear os IP acho que não funciona, porque me pareceu que mudam de IP todos os dias.
Publicado por maria às 11:13 PM | Comentários (7) |
outubro 23, 2004
Crónica semanal
Vai parecer que não sei fazer outra coisa que não seja queixar-me da falta de tempo, de como os afazeres se atropelam para tentarem todos caber dentro de uma mesma semana, nas 24 horas do dia, mas ao entrar neste blog, vendo apenas um post isolado, apercebi-me com mais força de como a semana foi intensa, diversificada, complexa, cheia de momentos importantes, interessante, mas também cansativa e absorvente.
E o blog mais uma vez pagou, desculpem-me aqueles que por aqui passaram e com os seus comentários foram dando um pouco de vida a este espaço que é como uma casa, que quero convidativa para os amigos, para os amigos que são e para aqueles que poderão vir a ser. E esta semana este blog foi como uma casa de portas abertas para todos, mas vazia, pouco confortável pela aragem forte que atravessa por portas e janelas, pouco convidativa, porque solitária.
No início da semana ainda consegui passar por aqui e deixar uns biscoitos em cima da mesa, em forma de comentários, para saberem a casa não abandonada, mas conforme a semana se ia aproximando do fim, e o tempo parecia não ter a elasticidade necessária para tudo conter, desisti até de por aqui passar, porque me custa passar à porta e não entrar, não dizer nada, não cumprimentar os vizinhos, saber como têm passado…
Esta semana dei por mim a pensar que a minha quantidade de trabalho é directamente proporcional à disponibilidade de tempo, numa progressão geométrica, e não da forma lógica, que seria, quanto mais tempo tenho disponível, mais trabalho poderei realizar no mesmo, mas da forma que eu posso classificar de absorvente, se me julgo com maior disponibilidade de tempo, mais responsabilidades e afazeres tomo a meu cargo, simultaneamente, e acabo ainda com menos tempo. E este achar que tenho tempo disponível resulta apenas de um julgamento face ao que são actividades com horário rígido, esquecendo todas aquelas que podendo não ser executadas num momento determinado continuam a ter de ser executadas e consumindo determinada quantidade de tempo, muitas vezes dificilmente quantificável à priori.
Sei que é defeito meu este de não colocar travões, este de tudo achar que consigo fazer, este gosto de pegar e fazer, de não gostar de ver coisas paradas, este de não saber delegar, de preferir fazer a mandar, de me sentir bem depois de um dia intenso, cheio de coisas diversas, este de gostar de aceitar desafios, de não me pautar pelo que é fácil ou simples, este de não conseguir estabelecer limites em função dos pesos diversos de objectivos de curto e longo prazo. Sei que é defeito meu, este de não conseguir regrar, estabelecer as prioridades lógicas e de me deixar levar pelas coisas que por razões diversas me tocam na corda com maior sensibilidade no momento, com a melodia que mais me cativa. E é fundamentalmente defeito porque sei que faria melhor trabalho se não me dividisse tanto, se concentrasse esforços, mas também sei que essa forma de estar já faz parte de mim, poderá ser amenizada mas nunca totalmente corrigida. E sei também, que se algum valor tenho, também resulta dessa dispersão de interesses, desse meter mãos à obra, dessa versatilidade e flexibilidade.
Tenho consciência que nos tempos que se aproximam vou ter de mudar muito na forma como conduzo a minha vida, na forma como consigo fazer a gestão de tempo, tarefas e interesses. Este blog provavelmente evoluirá numa forma diversa da que até aqui teve, com textos mais intervalados, talvez com um ritmo semanal, aproveitando um pouco de tempo livre que reclamo como um direito para manter a sanidade, e provavelmente muitas vezes fazendo eco do trabalho de investigação desenvolvido, porque sei que irei andar com a mente absorvida por pesquisas e, espero eu, descobertas. Com o tempo também ele, blog, se irá adaptando como eu a todas as condicionantes envolventes.
Por aqui, e noutros sítios, nos iremos encontrando.
Publicado por maria às 07:02 PM | Comentários (11) |
outubro 17, 2004
Olá!!!!

Gostei da expressão deste frango de barro que encontrei em cima de um armário. Parecia, à distância, querer indagar como tudo corria, curioso com a movimentação que se passava um pouco mais abaixo. Mesa posta de forma não habitual, comida à disposição que não fosse ele de barro teria ido dar uma bicada, fogão de lenha ligado, que à noite o frio já pede, gato mantido à distância, porque esse não é de barro e não resiste a uma coxinha de frango ou a um naco de entrecosto. Havia festa e ele em posição elevada tudo observava.
Publicado por maria às 01:11 PM | Comentários (20) |
outubro 12, 2004
Enquanto...
Terei computador enquanto a bateria se aguentar.
O cabo de alimentação acabou de entregar a alma ao criador.
Amanhã terei de ir às compras, pois não posso deixar o meu bichinho sem alimento, não é humano... não para ele, que descansava, mas para mim, que já nem sei viver sem ele... ou talvez saiba…mas simplesmente não posso.
Publicado por maria às 11:34 PM | Comentários (7) |
Quando...
Existe uma música que diz:
“Quando a cabeça não tem juízo
o corpo é que paga, o corpo é que paga…”
Hoje ocorreu-me uma outra versão:
“Quando a dona não tem tempo
o blog é que paga, o blog é que paga…”
E é verdade, menos tempo disponível, mas mais do que isso, necessidade de concentração em coisas importantes, determinaram, nos últimos dias, um abandono quase absoluto do blog.
Mais do que a efectiva falta de tempo foi a falta de disponibilidade mental, de tal forma, que, reparo agora, os últimos 3 post já nem são palavras minhas, mas coisas que, de uma forma ou outra, me tocaram.
Mas foi também uma questão de disciplina. Como costumava dizer a minha mãe, primeiro a obrigação e depois a devoção (ou a diversão, num outro registo mais laico), e eu, que na adolescência sempre desconfiei dos conselhos maternais, por notório conflito geracional, agora lá vou aceitando um ou outro, e ela os meus também, que da experiência de muitos sempre se tiram mais ensinamentos e mais válidos que da experiência de um só.
E é também uma questão de ponderação da importância relativa das diversas coisas que tenho em mãos e das consequências das mesmas. Em última análise, a frase inicial volta a fazer sentido:
“Quando a cabeça não tem juízo
o corpo é que paga, o corpo é que paga…”
Estou tentando ser uma “menina ajuizada”, mas podem estar certos que terei algumas recaídas, dando de vez em quando primazia à diversão face à obrigação. Porque sei? Porque me conheço e sei que se a vida for só obrigações eu definho. Se eu só fizer o que tenho e devo fazer, mesmo quando isso me dá prazer, sinto-me presa, espartilhada, porque sinto que sigo a vida com guião fixo, com calendários e horários rígidos, que não me foi dado o uso da decisão, a liberdade de opção. Que sou actriz a quem não é dada a margem do improviso.
Não sei se isto faz sentido, nem sei se eu mesma faço sentido na forma como sou.
Mas também vos digo que hoje me apeteceu escrever sem qualquer plano prévio, descobrindo o que queria dizer à medida que escrevia, como faço agora, de tal forma que não sei se acabo aqui, se continuo. Poderá este ser o fim da ideia que começou a ser desenvolvida umas linhas acima? Será que havia uma ideia ou apenas uma justificação, um pedido de desculpas a quem por aqui tem passado nos últimos dias vendo sempre os mesmos textos? Não, não é um pedido de desculpas, porque o blog nunca foi uma obrigação, nem minha de escrever, nem vossa de ler. Foi sim uma resposta a um desafio, colocado por alguém de uma forma que me agradou.
Porque este blog, quando é, é diversão, se não é diversão, simplesmente … não é.
E hoje apetece-me deixar beijos para quem por aqui passa e dizer que, parte da diversão no escrever, melhor, um adicional de diversão em relação ao escrever, é o saber que o que é escrito é lido, e que de formas diversas toca as pessoas.
Vamo-nos encontrando por aqui…
Publicado por maria às 07:42 PM | Comentários (9) |
outubro 09, 2004
Às Vezes
Às vezes tenho ideias felizes,
Ideias subitamente felizes, em ideias
E nas palavras em que naturalmente se despegam...
Depois de escrever, leio...
Por que escrevi isto?
Onde fui buscar isto?
De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu...
Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta
Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?...
Álvaro de Campos
Publicado por maria às 05:28 PM | Comentários (5) |
outubro 08, 2004
Divirtam-se!
E não se esqueçam de ligar o som!
Publicado por maria às 10:12 AM | Comentários (8) |
Pela metade
Apanhada num exame brasileiro:
"Não preserve apenas o meio ambiente, mas todo ele"
Esta está ao nível de um certo português que não fazia “mea culpa” mas culpa inteira.
Publicado por maria às 12:13 AM | Comentários (2) |
outubro 06, 2004
Imaginem
Imaginem um desenho de paisagem feito a tinta.
Com grafite coloquem um fumo cinza uniforme sobre o mesmo.
Depois, com uma borracha, ou com o dedo, tentem limpar a zona mais próxima do solo, em movimentos circulares, deixando, na fronteira entre os dois tons de cinza, não uma linha recta contínua, mas os próprios traços do movimento de limpeza.
Assim, hoje de manhã, estava a paisagem, um céu cinza sem textura, e junto ao rio, um brilho de luz sem contornos definidos.
Publicado por maria às 11:56 PM | Comentários (7) |
outubro 05, 2004
Sentimentos
Os sentimentos são como marionetas presas por fios que várias mãos movimentam.
Umas vezes as mãos são firmes e conseguem dar segurança aos sentimentos, outras vezes são trémulas e indecisas. Existem alturas em que os sentimentos são puxados e largados, como quem brinca com um iô-iô, experimentando cambiantes entre o muito ténue e o muito intenso, outras vezes são mantidos nunca tocando o solo, como que flutuando em sonhos e fantasias. Ou também podem ser largados bruscamente, arrastados, sentindo a dor pela queda rápida e pela rugosidade do solo.
Mas existem sentimentos, que qual Pinóquio, cortam fios e dançam livres, sem que as mãos que um dia lhe deram movimento sejam mais necessárias.
E se levasse mais longe a comparação, diria que esses sentimentos, como o Pinóquio, não escutam a razão, nem a consciência, respeitam apenas a vontade de sentir.
Publicado por maria às 12:07 AM | Comentários (10) |
outubro 04, 2004
O calor
A propósito dos comentários ao post anterior lembrei-me de um texto que escrevi há já uns anos, sobre a forma como o meu estado de espírito depende do calor e da luz. Os hábitos mudaram com o tempo que passou e com a mudança de casa, mas o gosto pelo calor e pela luz mantém-se inalterável.
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O calor é para mim como uma droga, a que criei habituação. Dou por mim, no Inverno, com uma necessidade de cada vez mais calor. O estar confortável não basta, necessito de me sentir quente, de sentir uma fonte directa de calor em meu corpo.
No escritório costumo colocar um cobertor sobre as pernas e simultaneamente sobre o aquecedor, criando uma estufa sob a qual me regalo. Sinto isso como uma dependência, como algo que objectivamente não me faz falta, mas cuja presença me dá ampla satisfação.
Provavelmente deveria procurar conhecer os fenómenos que se passam no meu organismo sob a acção da temperatura. Talvez o organismo segregue alguma substância quando sujeito a temperaturas superiores aos 37 º normais. Ainda me lembro do prazer de acordar com febre, melhor, dos momentos que antecedem o acordar, em que já tinha consciência, mas não estava todavia desperta. Era uma sensação de cheio, de completo, como se o sono tivesse sido verdadeiramente revigorante, como se o sono fosse descanso absoluto, mas nunca suficiente, sempre com necessidade de mais.
O meu organismo criou defesas e as febres de criança passaram. Agora é raro estar doente, felizmente, mas talvez por isso necessite de aquecer artificialmente o meu corpo.
No Verão o sol é meu aliado, e nada me dá mais prazer do que recebê-lo em cheio no corpo. Digo na brincadeira que sou como um lagarto que procura o máximo de luz solar. Mas o sol, para mim, não é só o calor, é também a luz.
Nada me entristece mais do que um espaço sem o brilho da luz do sol. Perco o alento para trabalhar, um desânimo grande invade-me. O tom quente das paredes iluminadas pela luz solar, o calor do brilho que delas irradia, tornam um vulgar compartimento no mais belo dos espaços. Na minha sala tenho uma enorme janela voltada a sul, 10 m2 de envidraçado que fazem toda a diferença.
Quando vender a casa é desta janela que vou ter saudades!
15-12-2001
Publicado por maria às 12:14 AM | Comentários (3) |
outubro 03, 2004
De volta ao mundo real
O Verão parece que se acabou, a chuva chegou e o tempo ficou mais frio.
Não será diferente de muitos dos dias de Agosto mas a proximidade do Outono começa a tornar-se cada vez mais evidente, pelos dias que ficam mais curtos, pelas árvores que vão mudando a cor, por algumas folhas que já começam a desarrumar os passeios.
No Verão, o sol traz a alegria, a vivacidade, o Outono repõe a calma, a melancolia por vezes.
O sentir a natureza molhada condiciona a minha forma de sentir. O céu perdeu o azul, perdeu o brilho branco das nuvens, e é agora de um cinza frio e uniforme. As férias acabaram e estou de volta ao mundo real, ao trabalho, ao ritmo mais acelerado, aos compromissos, às preocupações.
Mas se quase tudo me faz sentir a falta do Verão, existe no princípio do Outono algo que tem um encanto repetido ano após ano.
O aconchego de vestir roupas mais quentes, voltar a calçar meias, colocar cobertores na cama e sentir o corpo moldado pelo peso da roupa. É o corpo que se esconde para hibernar, para também ele adormecer um pouco.
8-9-2003
Os ciclos das estações repetem-se ano após ano, como o movimento de uma espiral, que mesmo não passando exactamente no mesmo sítio, evoca a memória da passagem anterior.
Publicado por maria às 12:05 AM | Comentários (8) |
