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setembro 21, 2004

Jantar de blogs

O dia não começou da melhor forma, acordando com falta de luz em casa. Não que a escuridão me atormentasse, que já passavam das 11 da manhã e o sol brilhava lindo. Mas com uma caldeira electrónica para aquecer a água do banho, com fogão eléctrico para cozinhar o almoço, com bombas eléctricas para colocar uns litrinhos de água nos autoclismos e torneiras, com um carro na garagem e um portão eléctrico e com uma ida para Lisboa agendada para dali a pouco comecei a sentir-me preocupada.

Mas não faltaria ao jantar!

Lavei-me com água bem fresca do frigorífico, e preparei-me para ir almoçar fora. Felizmente a luz voltou ainda a tempo de uma banhoca quentinha para readquirir a sensibilidade de algumas partes da minha anatomia.

Metemo-nos a caminho, na Auto-Estrada do Norte, que afinal se dirige a Sul, a viagem correu bem, dentro dos limites de velocidade (juro!), conversa sempre agradável, não levasse eu por companhia a Jacky , a Manuela e o Alex.

Os Godos vão invadir a Mourama!!!” como dizia o Zecatelhado quando soube que íamos a caminho.

E como assim era, e para lhe dar tempo de reorganizar as fileiras, resolvemos em vez de ir directos ao Restaurante Brisa do Rio, dar uma voltinha pela Ponte Vasco da Gama até Alcochete, com um pôr-do-sol lindo e um céu pintado de brilho e cor, que deram à Manuela oportunidade de apontar a máquina fotográfica tentando apanhar a paisagem por entre os cabos da ponte e os mosquitos no para brisas do carro.

E como achamos que o tempo ainda não era suficiente, resolvemos repetir a dose e ir dar um segundo passeio até Alcochete, desta vez já sem sol, e com muito menos vontade de apreciar a paisagem. E fazendo narrativas em directo ao Fernando, afiançando-lhe que não estávamos perdidos, porque sabíamos exactamente onde estávamos, mais uma vez em cima da Ponte Vasco da Gama. (posso informar que cada ida e volta à rotunda em Alcochete são 42 km, e que nós os contamos duas vezes como aperitivo do jantar).

Roídinhos de fome e de curiosidade de conhecer os bloggers, lá procuramos o restaurante, que graças aos mapas do Vítor e à indicação do Zeca da proximidade da PSP, foi canja, perdão, caldo-verde.

O que se passou lá foi um serão muito agradável que se continuou madrugada dentro nas docas, para onde fomos atrelados ao carro do Fernando, não fossemos acabar outra vez na margem Sul.

Éramos muitos, demais para conseguir falar com todos, e disso tive pena. Sei que como eu, outros são tímidos e encontrando um lugar à mesa, lá se mantêm, nas conversas e cumplicidades que se estabelecem. Sei que o tempo voou, porque quando dei por ela, com poucos tinha falado e já se pagavam contas, e já se dizia adeus, adeus não, até à próxima …

E lendo o que os outros participantes tem escrito percebo que não foi só a mim que o jantar e o serão encantou.

Publicado por maria às setembro 21, 2004 12:03 AM

Comentários

Nunca percebi muito bem por que é que há ocasiões em que as horas demoram poucos segundos....será que nessas alturas vivemos mais depressa e não damos por isso?
Foi o que senti no jantar e por isso tanto ficou por conhecer e por dizer.

Publicado por: vmar em setembro 21, 2004 01:41 AM

Foi um dia com aventuras e tanto!!!

Publicado por: M. (de Manuela) em setembro 21, 2004 02:04 AM

Bom, eu sou suspeita, mas devo dizer que gostei muito da tua companhia, acho que a nossa amizade só teve a ganhar :) e já não me ria assim sobre uma ponte há muito tempo! ;)

Publicado por: jacky em setembro 21, 2004 01:31 PM

Obrigado pela organização em forma de links de quem foi ao jantar. E pelo menos ficaste a conhecer a ponte em toda a sua extensão! ;)

Publicado por: JF em setembro 21, 2004 06:35 PM

Não são todos os que foram, mas todos os que por enquanto se manifestaram sobre o jantar.
E quanto à ponte, gosto bastante dela, mas depois de tudo, acho que a melhorava com uma rotundazinha, ou um laçarote e uma indicação dizendo "cambio de sentido" como fazem os nossos amigos espanhóis.

Publicado por: maria em setembro 21, 2004 06:50 PM

Para quem vem de tão longe, terminar a viagem com um laçarote feito para as bandas de Alcochete, foi obra digna de nota e uma especial forma de homenagear os "mouros"... A tua ideia de apanhar o realce que cada um dos presentes deu ao encontro está, também muito bem apanhada... e deve ter dado uma trabalheira do caraças! Fica, assim, um mosaico bastante interessante.
No próximo, havemos de falar mais, carago.

Publicado por: OrCa em setembro 21, 2004 08:21 PM

Que pena não ter falado contigo !

Espero remediar isso numa próxima ocasião.

Publicado por: Mário em setembro 21, 2004 08:55 PM

Gostei de te agradecer ao vivo o empenho como auxiliar meticulosa e foi, agora, c agradável espanto que te vejo no inédito de recolha de pastilhas, na partilha do mosaico! 'Salvé' Maria!
Kisses da baby

Publicado por: MJM em setembro 21, 2004 09:34 PM