« julho 2004 | Entrada | setembro 2004 »
agosto 31, 2004
Uma dança
Está um dia cinzento, empastelado, muito mais porque a janela que mo traz tem vidros sujos da poeira acumulada do Verão e da humidade da manhã que cria uma pasta fina e texturada. Às vezes parece que detecto um leve brilho lá fora, como se uma nuvem se espreguiçasse, esticasse e adquirisse transparência. Acho que o sol ainda não desistiu completamente de brilhar, aguarda apenas que as nuvens encontrem o seu caminho.
Último dia de Agosto, último dia do mês das férias. Setembro é ano novo que começa, são planos postos à prova, projectos que arrancam.
O sol continua na sua dança suave com as nuvens marcando um ritmo lento de sombras e de brilhos. Uma dança que se adivinha mas não se vê, uma dança que se intui e que se sente.
Uma dança que me convida…
Publicado por maria às 12:31 PM | Comentários (4) |
Em tons quentes de terra
Publicado por maria às 12:33 AM | Comentários (4) |
Publicado por maria às 12:32 AM |
Publicado por maria às 12:31 AM |
Publicado por maria às 12:30 AM |
Publicado por maria às 12:29 AM |
As iludências aparudem*
* Não sei se repartida, mas no que me toca, e toca, a autoria desta frase é de um meu antigo professor de filosofia :)

[+ 2 fotos]


Publicado por maria às 12:25 AM | Comentários (2) |
agosto 30, 2004
Sentido da vida II
Ao ver esta foto lembrei-me que o sentido da vida pode ser, não a “yellow brick road”, mas uma linha de caminho-de-ferro em que cada trave representa um momento, que vale por si só, enquanto trave, mas que se encontra cosido a outros momentos, através de sólidas linhas de ferro, dando assim um sentido a tudo o que nos acontece.
Mas claro que outras vezes julgo que não existem sentidos, e que só as traves valem, só as traves têm força.

Foto de Ailine Liefeld
Publicado por maria às 12:07 PM | Comentários (7) |
agosto 29, 2004
Divagando
Ás vezes apetece-me escrever mas o cérebro é o único local onde consigo deixar apontamentos, e então, vou sobrepondo notas e mais notas até ao ponto de, em vez de letras e ideias, reconhecer unicamente texturas.
Depois, de posse de papel e tinta, parece que a inspiração se esvai totalmente, outras vezes que a escolha é demasiado vasta para me cingir a um único texto, a uma única ideia, a uma única história.
Tenho, com a mente, diálogos ricos que no papel se tornam monólogos forçados. Na cabeça, o romance está já todo escrito, eu apenas lhe acrescento cenas, dou colorido a um pormenor ou outro. No papel em branco, não existe a história antes nem a história à volta, e sou eu responsável pelo que faço nascer.
No papel, perderá sempre força em relação ao que foi pensado. Eventualmente poderá reconquistá-la parcialmente quando quem lê, faz da sua vida, da sua experiência e da sua imaginação o cenário que a enriquece.
…
Reli, na mente era claro, aqui, no papel, confuso.
Publicado por maria às 11:02 PM | Comentários (3) |
agosto 28, 2004
Poema favorito
A Jacky pergunta se temos algum poema favorito e qual é.
Eu tenho um poema que me acompanha desde de miúda de tal forma que decorei o ritmo das suas palavras desde então.
Fala do papel do sonho na (nossa) vida.
Esta descrição diz-vos algo? Conseguem saber qual é o poema?
Pois ... é esta pedra o meu poema ...
Pedra Filosofal
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
António Gedeão
In Movimento Perpétuo, 1956
Publicado por maria às 12:37 AM | Comentários (12) |
agosto 27, 2004
Sentido da vida
Afastou o sofá e procurou atrás, espreitou debaixo dos móveis, levantou tapetes, afastou cortinas, saiu porta fora e tirou vasos do sítio, pedras do caminho…
- O que procuras?
- O sentido da vida
- Não sabes onde está?
- Não!
- Onde o perdeste?
- Nunca o tive…
- Mas pelo menos sabes como é?
- Também não!
- O que é?
- Não sei também.
- Então porque o procuras?
- Porque me disseram que existia…
- Um dia irás certamente encontrá-lo…E quando o encontrares, vai reconhecê-lo sem que seja preciso que te digam o que é.
- Achas?
- Tenho certeza. Vai-te parecer assim como uma estrada iluminada e convidativa, e não vais ter dúvidas.
- Assim como a “Yellow brick road”?
- Parecida, mesmo que os tijolos de que é feita sejam de uma outra qualquer cor.
- …
- E sabes uma coisa, quando encontrares a tua estrada, e te decidires a segui-la, vais olhar para trás e perceber que ela sempre ali esteve. E se tentares ver as marcas dos teus passos, vais notar que eles sempre seguiram a direcção dessa estrada, umas vezes caminhando paralelamente, outras vezes ziguezagueando à sua volta, mas nunca se afastando muito. O sentido da vida sempre te acompanhou, tu é que não te apercebeste.
- E porque não o consigo ver eu agora?
- Porque estás demasiado ocupado na sua busca. Vendo pequeno, só vês pormenores e para se vislumbrar o sentido da vida é preciso olhar de longe.
Publicado por maria às 11:29 PM | Comentários (7) |
Vivo em terra de brumas
Fiquei a ver o nevoeiro recuar mar adentro como invasor que desistisse da conquista.
Lembrei-me de um colega que costumava dizer que o Douro devia ter em suas águas uma qualquer mixórdia que em dois dias de sol se evaporava e criava névoas e neblinas nos dias que se seguiam.
Publicado por maria às 04:10 PM | Comentários (1) |
agosto 26, 2004
Gosto ...
Gosto de neblinas brilhantes que marcam a distância estabelecendo, em tonalidades cinza, as diferenças de planos. Sol coado por uma fina cortina branca, brilhos na textura de um rio. Falta de pormenores para que a nossa imaginação se entretenha a construir o que conhece. Gosto das matinais névoas de um dia abençoado pelo sol.
Publicado por maria às 03:08 PM | Comentários (1) |
Talvez seja
- O nosso cristal quebrou-se.
- Sim?
- A cápsula de cristal que nos envolvia partiu-se!
- E o que é que isso significa?
- Que a vida pode entrar! Deixamos de estar isolados.
- Isso é mau ou bom?
- Depende. Teremos que abandonar a protecção do casulo que nos envolvia e viver, com paixões, com alegrias, mas também com dores e mágoas. A morna apatia em que vivíamos terá de ser abandonada. Passamos a ser co-proprietários do nosso destino.
- Não é a isso que os humanos chamam nascer?
- Talvez seja, talvez seja …
Publicado por maria às 12:09 AM | Comentários (5) |
agosto 25, 2004
Adoro
Adoro o cheiro a sargaço no ar fresco da manhã...
Publicado por maria às 06:40 PM | Comentários (4) |
Saint Exupéry

Saint Exupéry - Lyon - Santiago Calatrava
Publicado por maria às 01:11 AM | Comentários (3) |

Publicado por maria às 01:06 AM | Comentários (1) |

Publicado por maria às 01:03 AM | Comentários (1) |

Publicado por maria às 12:58 AM |

Publicado por maria às 12:53 AM | Comentários (1) |

Publicado por maria às 12:49 AM |

Publicado por maria às 12:46 AM |

Publicado por maria às 12:42 AM |
agosto 24, 2004
Céu pintado de fogo

Publicado por maria às 12:19 AM | Comentários (3) |
agosto 23, 2004
100.000 gotas
Publicado por maria às 06:01 PM | Comentários (2) |
agosto 22, 2004
O papel do sonho
-
“O que nos unia era a busca desse objecto que tens na mão. A busca, digo, não o objecto. (…) Compreendi esta noite que não devo ter eu o Gradal, nem dá-lo a alguém, mas só manter viva a chama da sua busca. (…) e começarei a escrever sobre o Gradal, e no meu relato residirá o meu único poder.
(…) permanecerei fiel à minha busca de tantos anos se souber impelir outros a desejar o Gradal. Também não estou a falar dessa taça que tens na mão. Talvez diga, como dizia antes, que é uma pedra, caída do céu. Pedra, ou taça, ou lança, que importa. O que conta é que ninguém a ache, senão os outros deixariam de procurá-la. Se me quiseres dar ouvidos, esconde essa coisa: que ninguém mate o seu sonho pondo-lhe as mãos em cima.” Umberto Eco – Baudolino
“- São o mistério e o maravilhoso que servem as nossas almas, não o Graal em si. A beleza do Graal reside na sua natureza etérea. (…) Para alguns, o Graal é uma taça que lhes proporcionará a vida eterna. Para outros, é a procura de documentos perdidos e da História secreta. Para a maioria, suspeito, o Santo Graal é apenas uma ideia grandiosa… um tesouro glorioso e inatingível que de algum modo, mesmo no nosso caótico mundo, nos inspira.” Dan Brown – O Código Da Vinci
O acaso fez que depois de um livro lesse o outro. Histórias diferentes com um ponto comum. A demanda por algo inatingível, cujo maior poder reside nessa intangibilidade, no mistério e no sonho que comporta.
Mas acho que as semelhanças entre os livros se esfumam aí.
Umberto Eco é um dos meus escritores de eleição, a forma imaginativa como ele consegue cerzir história e estórias, o modo como nos transporta no tempo nas asas das suas descrições, a maneira como coloca a narração na boca de alguém e como cola o tipo de escrita à época … tudo isso me deixa rendida.
A escrita de Dan Brown é bem diferente, frases curtas, parágrafos curtos, capítulos pequenos. Narração de acção, descrição de cenários, de uma forma directa e objectiva, menos pintura e poesia e mais fotografia e reportagem.
Mas quer de um quer de outro tiro uma mesma lição, a necessidade de acompanhar a escrita com a pesquisa, os factos, os locais, a história, os mitos, os edifícios, as personagens … um livro não como o produto da inspiração de um momento, mas como o resultado de um trabalho contínuo e consequente.
Publicado por maria às 05:03 PM | Comentários (3) |
agosto 20, 2004
jantar de convívio em Lisboa
Parece que finalmente as coisas se agitam por terras mais a sul ...
Janta de Blogs em meados de Setembro. Quem está a organizar é o Zecatelhado do Tadechuva.
(Espero que nesse dia tejadesol)
Publicado por maria às 06:04 PM | Comentários (11) |
Borbulhar de nuvens

Publicado por maria às 05:19 PM | Comentários (3) |
Ainda em maré de reflexos

[2 Fotos]


Publicado por maria às 04:58 PM | Comentários (1) |
agosto 18, 2004
Gosto ...
Gosto da calma agitada de um dia coberto de gotículas de água. Os molhes vazios, o mar em cinza azulado, o ruído da ondulação.
Também gosto de dias de sol intenso, de céu azul, temperaturas altas, praias movimentadas.
Gosto sobretudo desta mudança que coloca uns a seguir aos outros.
Publicado por maria às 01:32 AM | Comentários (2) |
agosto 16, 2004
Reflexos ...

Publicado por maria às 10:59 PM | Comentários (7) |
Ainda reflexos

Publicado por maria às 10:57 PM |
Mais reflexos

Publicado por maria às 10:55 PM |
Reflexos

Publicado por maria às 10:54 PM | Comentários (3) |
Reflexos ...

Publicado por maria às 12:50 AM | Comentários (2) |
Ainda reflexos

Publicado por maria às 12:49 AM |
Mais reflexos

Publicado por maria às 12:48 AM |
Reflexos

Publicado por maria às 12:46 AM |
agosto 14, 2004
Considerações sobre o nascer do sol
Embora o modo como o sol nasce e o sol se põe não seja efectivamente diferente, quando imaginamos a terra vista do espaço, a verdade é que a sensação que temos de um e de outro momento do dia é realmente diversa.
O ar frio da madrugada confere mais transparência à atmosfera, os níveis de poluição mais baixos pelo dia que ainda não começou ampliam o brilho do sol da manhã. Mas julgo que também os nossos olhos e os nossos sentidos estejam mais receptivos aos estímulos exteriores, ao encanto do dia que começa.
Durante uma parte da minha vida acompanhei de perto a passagem de madrugada a manhã. E se tenho consciência que este levantar cedo me condicionava o rendimento global, também sei dos encantos desses momentos em que vemos o céu mudar gradualmente de cor, em que sentimos o frio que antecede a aurora, em que vemos raios tímidos de luz espreitarem sobre a paisagem para depois incendiarem tudo com a sua cor quente e brilho.
Recordo essa transfiguração da paisagem com encanto, com carinho. Momentos muitas vezes passados em comboios, fazendo assim dois percursos simultâneos, um no tempo e outro no espaço.
A partida para férias, foi também motivo para um madrugar antecipado, e o recordar esses outros momentos. Quando saí de casa, uma neblina muito ligeira ainda cobria a paisagem, o sol aparecia apenas como reflexo nos edifícios mais altos, mas o céu já tinha a cor limpa de um dia de verão.
Mais tarde, do avião, à medida que o mesmo se afastava da terra, tive a percepção, à distância, de névoas que estabeleciam diferentes planos, de montes como sombras chinesas e de lenços de nevoeiro nas zonas mais baixas e mais húmidas. O sol brilhava com força iluminando tapetes de nuvens à medida que mais alto subíamos. Para cima, azul imenso, para baixo, a estranheza da distância que dá outra dimensão à paisagem.

[2 fotos]


Publicado por maria às 01:04 AM |
agosto 06, 2004
Céu 3

Publicado por maria às 01:18 AM | Comentários (10) |
Céu 2

Publicado por maria às 01:17 AM | Comentários (1) |
Céu

Publicado por maria às 01:16 AM | Comentários (2) |
Rio

Publicado por maria às 01:08 AM | Comentários (3) |
Mar

Publicado por maria às 01:06 AM | Comentários (3) |
Mar de Sargaços

Publicado por maria às 01:04 AM | Comentários (1) |
O que escrevo
Um texto que escrevo é quase uma fotografia da alma que me tiro. Eu sei que a comparação é exagerada mas tal como a fotografia olhada mais tarde me permite recordar coisas para além das retratadas, dos meus textos retiro depois muito mais do que deixei expresso.
As memórias funcionam por associações, e às palavras escritas eu junto o ruído do mar em constante vai e vem contra o molhe, junto esta neblina fina que pontua o dia, junto as gotas de água acumuladas no vidro do carro, junto a temperatura fresca mas agradável, junto tudo mesmo que não o diga expressamente como o faço agora, e junto ainda o estado de espírito que me move, as sensações dos dias...
Nem todas as releituras são agradáveis. Às vezes existem textos antigos que eu inicio a leitura e não a termino, para que as raivas lá expressas continuem lá contidas. Mas não os destruo, poderá existir um dia em que a revisita aos mesmos seja importante
Publicado por maria às 01:01 AM | Comentários (1) |
Ruína 5

Publicado por maria às 12:57 AM | Comentários (1) |
Ruína 4

Publicado por maria às 12:55 AM | Comentários (2) |
Ruína 3

Publicado por maria às 12:53 AM |
Ruína 2

Publicado por maria às 12:51 AM | Comentários (2) |
Ruína 1

Publicado por maria às 12:48 AM | Comentários (1) |
Luz indirecta

Publicado por maria às 12:44 AM | Comentários (1) |
Luz 2

Outra forma de levar a luz ao interior dos edifícios. Adoro clarabóias.
Publicado por maria às 12:42 AM | Comentários (1) |
Luz

Oficina de Automóveis.
Gosto da quantidade de luz que entra pela cobertura, e da forma, como em certos ângulos, a mesma se dilui e perde a presença.
Publicado por maria às 12:36 AM | Comentários (2) |
agosto 04, 2004
Azeitonas eléctricas
Em Palencia, Espanha, existe uma central de produção de energia eléctrica que funciona a azeitonas. Os resíduos de azeitonas resultantes da produção de azeite, são usados como combustível para a produção de energia. Nesta altura essa central produz energia suficiente para abastecer 27.000 habitações. Acho que este é um caso a estudar e um exemplo a seguir, já que temos produção de azeite, temos resíduos que não são aproveitados nem tratados e que podem contaminar os solos, e temos a necessidade de energia. Temos todos os ingredientes, só precisamos que alguém cozinhe o bolo.
Publicado por maria às 10:05 PM | Comentários (7) |
agosto 03, 2004
PARABÉNS!!!!!!!!
Fui ali ao frigorífico buscar um bolo de aniversário para o Gandra que faz hoje 40 anos.
Parabéns. Espero que gostes de bolos de sabor forte e apetitoso.
Publicado por maria às 10:49 PM | Comentários (2) |
Memórias...

Jardim dos SMAS – Pasteleira - Porto
Alguns apontamentos sobre a história do abastecimento de água e drenagem de águas residuais do concelho do Porto aqui e aqui.
[7 fotos]







Publicado por maria às 10:22 PM | Comentários (6) |
agosto 02, 2004
Gravidez...

[3 fotos]



Publicado por maria às 11:23 PM | Comentários (4) |
Ecos de explosões

Sábado passado almoçávamos em Leça quando começamos a ouvir barulho de sirenes, e apercebemo-nos do movimento de bombeiros na marginal junto ao rio. Quando saímos ainda conseguimos ouvir um polícia a dizer a alguém que teimava em passar apesar do trânsito cortado. “Então você quer passar quando lhe estou a dizer que aí à frente está tudo a arder e estão a haver explosões?”
Ao passar sobre a ponte móvel era visível a coluna de fumo bem como as chamas que ainda apareciam por cima dos telhados dos edifícios do porto e da marina. Só em casa, passado algum tempo é que soubemos que se tratava de um acidente no pipeline da Petrogal. O Céu ficou de um cinza forte, misto de nevoeiro e muito fumo.
Hoje, percorrendo a marginal marítima e depois a fluvial apercebi-me que os ecos dessas explosões contaminam a costa e sobem já Douro acima. Nada parece ter sido feito para controlar o alastramento da mancha, nem em Leça, na zona da marina, nem na barra do Douro para proteger o rio.
Lembro-me do cuidado que vi na protecção das rias galegas quando foi o desastre do Prestige, tentando minorar os impactos das manchas de crude. Não aprendemos nada com os nossos vizinhos?
[2 fotos]


Publicado por maria às 06:18 PM | Comentários (2) |
Sem inspiração para um título ...

Porto, perto do Mercado do Bolhão.
Publicado por maria às 11:18 AM | Comentários (12) |
Do carro ...

Parada no semáforo, gostei do efeito da luz do sol nas folhas da árvore. Peguei na máquina pousada no banco, debrucei-me pela janela e tirei esta foto mesmo a tempo de não ouvir buzinadelas vindas de trás.
As fotografias seguintes, em comum com esta, têm o facto de terem sido tiradas sem sair do carro.
[4 fotos]




Publicado por maria às 12:20 AM | Comentários (8) |
agosto 01, 2004
Tivemos janta…
Sexta-feira, final de tarde. Quando cheguei ao parque de estacionamento, facilmente localizei o grupo reunido próximo da entrada. Ainda faltavam alguns convivas que não tardaram a chegar. O sol, de um laranja vivo, espreitava por entre os telhados das casas, não querendo deixar de participar de tal encontro.
Como nos conhecíamos quase todos do anterior almoço, o ritual iniciático de “quem és tu e qual é o teu blog” foi muito rápido e indolor.
Mesa corrida no interior do restaurante. Quando se passa de 8 a 10 pessoas à mesa já é difícil manter uma conversa única. Foi o que sucedeu. Com 18 convivas à mesa e 2 correndo à volta dela, foram-se criando vários núcleos de conversa. Ás vezes ainda se tentava uma diagonal mais longa de 3 ou 4 lugares de desfasamento, mas era sempre conversa rápida, mais bocas e galhofa que outra coisa. Depois do jantar ficamos na conversa no átrio de entrada, agora já sem os constrangimentos físicos de cadeiras fixas. Mas o que para nós ainda era início da noite, para outros era o final de um dia de trabalho e por isso fomos sendo cordialmente corridos, indirectamente e mais directamente depois, primeiro do restaurante, e depois do parque de estacionamento.
Foi um jantar delicioso, pela companhia, pela comida, pela conversa … por tudo. Obrigada amigos. Obrigada Altino, pela ideia e pela organização. E se não é peta de primeiro de Agosto este post, acho que a próxima comezaina vai ter que ser além fronteiras.
Lista de blogs e reportagens alargadas … ou nem tanto, nos links seguintes e respectivos comentários. (a ser actualizada nos próximos serviços noticiosos)
Primadesblog - Tintapermanente - Palavrasemferias - Cidadaodomundo - Food-i-do - Jotakapa - Loopings - Primadesblog - Passoapasso - Isto é... - Oblogdoalex - Um ponto azul - Canto da Sereia
Publicado por maria às 10:17 PM | Comentários (4) |
PARABÉNS!!!!!!!!

Que melhor do que uma flor para dar os Parabéns à Jacky pelo ano que o Palavras em Férias acabou de completar.
Claro que também podia oferecer-lhe, (em vez desta) conjuntamente com esta flor, o bolo que podem ver aqui.
Publicado por maria às 02:02 AM | Comentários (3) |

