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janeiro 22, 2004
Não há estrelas no céu
Não há estrelas no céu
A dourar o meu caminho
Por mais amigos que tenho
Sinto-me sempre sozinho
De que vale ter a chave
De casa para entrar
Ter uma nota no bolso
Para cigarros e bilhar
A primavera da vida é bonita de viver
Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover
Para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar
Parece que o mundo inteiro se uniu para me tramar
Passo horas no café
Sem saber para onde ir
Tudo a volta é tão feio
Só me apetece fugir
Vejo-me a noite ao espelho
O corpo sempre a mudar
De manha ouço o conselho
Que o velho tem para me dar
Refrão
Vou por aí às escondidas
A espreitar às janelas
Perdido nas avenidas
E achado nas vielas
Mãe o meu primeiro amor
Foi um trapézio sem rede
Sai da frente por favor
Estou entre a espada e a parede
Não vês como isto é duro
Ser jovem não é um posto
Ter de encarar o futuro
Com borbulhas no rosto
Porque é que tudo é incerto
Não pode ser sempre assim
Se não fosse o rock and roll
O que seria de mim?
Refrão
Publicado por maria às janeiro 22, 2004 03:10 PM
Comentários
Rock e poesia...
Publicado por: Tatinha em janeiro 22, 2004 05:31 PM
aaahhh!!... bons velhos tempos de inocência perdida... obrigado pela reminiscência...
Publicado por: D Quixote em janeiro 23, 2004 12:11 AM
Desculpa, já me estou a repetir ad nauseum... mas adoro vir cá! Perco-me a ver as fotografias. São Esculturas! Belas, mesmo.
Este poema e a canção... apetece-me logo cantar! :)
Publicado por: FataMorgana em janeiro 24, 2004 06:34 PM